O Grupo SOnHe Equipe Médica Onde Atuamos Conteúdos Contato Eventos

Julho Verde – Câncer de cabeça e pescoço: menos preconceito e mais informação

O câncer de cabeça e pescoço abrange um grupo de neoplasias que afetam regiões como boca, faringe, laringe, cavidade nasal e seios paranasais, glândulas salivares e tireoide. No Brasil, é uma preocupação significativa de saúde pública, especialmente devido à alta prevalência de fatores de risco como tabagismo e consumo de álcool.

 

Sobre a incidência, de acordo com os dados do INCA, o câncer de cabeça e pescoço representa uma porcentagem significativa dos casos de câncer no Brasil. Os principais tipos incluem:

  1. Câncer de boca: aproximadamente 15 mil novos casos por ano.
  2. Câncer de laringe: cerca de 7 mil novos casos por ano.
  3. Câncer de faringe: Inclui nasofaringe, orofaringe e hipofaringe, com incidência variada.

 

A mortalidade do câncer de cabeça e pescoço apresenta uma alta taxa, especialmente quando diagnosticado em estágios avançados. Segundo o INCA, a mortalidade desses cânceres é preocupante devido ao diagnóstico tardio e à falta de acesso a tratamentos adequados.

 

Então precisamos falar sobre prevenção!

Fatores de risco

 

  1. Tabagismo: o principal fator de risco para o câncer de cabeça e pescoço.
  2. Consumo de álcool: aumenta significativamente o risco, especialmente quando combinado com o tabagismo.
  3. Infecção por HPV: associada principalmente ao câncer de orofaringe.
  4. Má higiene oral: contribui para o desenvolvimento de câncer oral.
  5. Exposição a substâncias químicas: alguns tipos de trabalho aumentam o risco de exposição aos agentes carcinogênicos.

 

Medidas de prevenção

 

  1. Cessação do tabagismo e redução do consumo de álcool: são as medidas mais eficazes.
  2. Vacinação contra HPV: recomendada para adolescentes, pode prevenir infecções que levam ao câncer.
  3. Higiene oral adequada: inclui visitas regulares ao dentista.
  4. Uso de equipamento de proteção individual (EPI): para trabalhadores expostos a substâncias químicas.

 

Como é feito o diagnóstico do câncer de cabeça e pescoço?

 

Sinais e sintomas de alerta:

– Lesões na boca que não cicatrizam.

– Dor ou dificuldade para engolir.

– Rouquidão persistente.

– Nódulos no pescoço.

– Sangramento ou dor na boca.

 

Exames de diagnóstico

  1. Exame clínico: realizado por dentistas ou médicos.
  2. Biópsia: para confirmação do diagnóstico.
  3. Exames de imagem: tomografia, ressonância magnética, e PET scan para avaliação da extensão da doença.

 

Quais os tratamentos do câncer de cabeça e pescoço?

  1. Cirurgia: frequentemente o primeiro passo para remoção do tumor.
  2. Radioterapia: utilizada pós-cirurgia ou em combinação com outros tratamentos.
  3. Quimioterapia: geralmente usada em casos avançados ou metastáticos.
  4. Terapias-alvo: tratamentos que visam moléculas específicas envolvidas no crescimento do câncer.
  5. Imunoterapia: ainda não disponível no SUS.

 

Uma doença que precisa muito de Cuidados de Suporte, como exemplo:

  1. Fonoaudiologia: para reabilitação da fala e deglutição.
  2. Nutrição: para manter um estado nutricional adequado durante o tratamento.
  3. Psicologia: apoio emocional e psicológico para pacientes e familiares.

 

 

Quais são os desafios no Brasil

  1. Acesso ao diagnóstico e tratamento: disparidades regionais e falta de infraestrutura.
  2. Educação e conscientização: necessidade de campanhas de prevenção e detecção precoce.
  3. Capacitação de profissionais de saúde: treinamento adequado para diagnóstico e tratamento.

 

A jornada da prevenção ao tratamento do câncer de cabeça e pescoço no Brasil envolve uma abordagem multifacetada, que inclui mudanças de comportamento, melhoria do acesso aos serviços de saúde e o desenvolvimento de estratégias de tratamento personalizadas. A conscientização e a educação contínuas são cruciais para reduzir a incidência e melhorar os resultados para os pacientes.

 

Mês de conscientização do câncer que está aumentando em adultos jovens

O mês de março foi escolhido para conscientização e prevenção do câncer colorretal, que compreende todos os tumores que acometem o intestino grosso e o reto. Atualmente, é o segundo mais frequente nos homens e nas mulheres brasileiras, sendo estimado 45.630 novos casos para cada ano do triênio de 2023 a 2025.

Nos últimos meses, ganhou destaque na mídia devido pessoas famosas como Pele, Roberto Dinamite e as cantoras Simony e Preta Gil divulgarem sobre o diagnóstico dessa doença. Apesar dos números alarmantes, é considerado um tumor altamente curável quando o diagnostico é realizado em estágios iniciais.

 Na fase inicial, o câncer de colorretal pode ser assintomático. Com o aumento do tamanho do tumor os sintomas podem se desenvolver. Os principais são: alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre), dor ou desconforto abdominal, fraqueza ou anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração na forma ou presença de sangue nas fezes.

Para o diagnóstico precoce é de grande importância realizar os exames de rastreamento. Estes são realizados em pessoas assintomáticos, com intuito de diagnosticar lesões pré-malignas ou tumores iniciais, aumentando assim, as chances de cura e reduzindo a agressividade do tratamento.  No Brasil, está indicado o rastreamento na população a partir dos 45 anos, sendo a colonoscopia o exame de preferência.

Um dado que vem chamando a atenção nos últimos anos é o aumento do diagnóstico em adultos jovens, pessoas com menos de 50 anos, como é o caso das cantoras Simony e Preta Gil. Um estudo divulgado pela American Cancer Society revelou que na população norte-americana ocorreu uma redução no número de casos de câncer colorretal nas últimas décadas, porém um aumento em adultos jovens. A taxa de novos casos de câncer de cólon aumentou de 1 a 2,4% por ano desde meados da década de 1980 em adultos de 20 a 39 anos, e de 0,5 a 1,3% desde meados de 1990 em adultos de 40 a 50 anos. O aumento na taxa de câncer de reto foi ainda mais expressivo, 3,2% por anos de 1974 a 2013 em adultos de 20 a 29 anos. Essa alteração na faixa etária pode ser justificada pela mudança do estilo de vida do mundo atual, principalmente nos países mais desenvolvidos.

Mas é possível evitar esse tipo de câncer?  Sabemos que 30 % dos casos poderiam ser evitados com um estilo de vida saudável. Isso significa, ter uma alimentação rica em fibras e verduras, reduzir o consumo de embutidos e carne vermelha, realizar atividade física regular, manter o peso adequado, não consumir bebida alcoólica em excesso e não fumar.

Quando o diagnóstico é realizado de forma precoce as chances de cura são acima de 80%. Por isso a importância de realizar o exame de rastreamento e procurar uma avaliação médica na presença de sintomas suspeitos.  O tratamento depende de diversos fatores como localização tumor, tamanho e se ocorreu a disseminação para outros órgãos (metástase). Na doença localizada, a cirurgia é o tratamento padrão, podendo ser associada a quimioterapia no pós-operatório. Já na presença de metástase, o tratamento geralmente se inicia com quimioterapia associada a anticorpos ou com imunoterapia em casos específicos.

O câncer não espera! Vamos aproveitar o mês de março para nos prevenir dessa doença e cuidar da nossa saúde.

 

 

Carnaval: é preciso atenção com os hábitos saudáveis!

A data mais alegre do ano para os brasileiros é cercada de alertas ligados à saúde. O Carnaval é um momento de descontração, em que muitas vezes negligenciamos alguns hábitos e assumimos algumas práticas que podem se tornar permanentes ao longo da vida. O consumo de álcool nessa época do ano tende a aumentar, assim como o tabagismo e pode desencadear um ciclo vicioso entre as pessoas. O cigarro é a maior causa evitável de morte no mundo e responsável por aumentar de 5 a 25 vezes o risco de desenvolvimento de cânceres nas pessoas que fumam. Já o álcool, pode aumentar de 5 a 6 vezes o risco de câncer. Quando associados, esses hábitos se tornam ainda mais nocivos e responsáveis pelo desenvolvimento de tumores no fígado, no esôfago, na cabeça e no pescoço. Para se ter uma ideia, um estudo, publicado pela revista The Lancet Oncology, aponta que o álcool foi responsável por cerca de 740 mil tumores no mundo apenas em 2020. Isso significa que mais de 4% dos cânceres globais se devem à ingestão de bebidas alcoólicas, sendo, portanto, totalmente evitáveis e passíveis de prevenção.

Hábitos de vida saudáveis têm sido cada vez mais recomendados como forma de prevenir uma série de doenças. Alimentação balanceada e atividade física regular fazem parte desse combo que nos leva à fórmula da vitalidade. Estas práticas são importantes ao longo da vida e pedem atenção no período de Carnaval. Embora sejam apenas cinco dias, as práticas adotadas podem representar muito futuramente. Sabemos que o fumante desenvolve o hábito em algum momento da vida. O Carnaval pode ser esse gatilho tanto para o cigarro quanto para o álcool. O que começa como uma brincadeira pode se tornar um vício futuramente.

 O período de festa também traz a preocupação com o sexo desprotegido, que pode desencadear não apenas as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), mas também outros tipos de tumores ligados à prática do sexo oral, como os de cabeça e pescoço. Para se ter uma ideia, esse tipo de câncer é o terceiro mais frequente no Brasil entre homens e mulheres, sendo transmitido pelo vírus HPV. Nesse caso, temos um apelo ainda mais forte ligado à prevenção pela vacina. A imunização já existe na rede pública, faz parte do calendário anual e é voltada para crianças e adolescentes. Reforçamos a importância da vacina para erradicação dos tipos de cânceres provocados pelo HPV, como o do colo do útero, de vagina, vulva, ânus, pênis e garganta.

O câncer relacionado ao HPV apresenta algumas diferenças se comparado aos relacionados ao cigarro e bebidas alcoólicas. Geralmente ocorre em pessoas mais jovens, os tumores primários são menores e apresentam maiores chances de cura. Uma das formas de contaminação é o sexo oral desprotegido, por isso a importância do uso de preservativo durante essa prática sexual.

 

Dia Mundial de Enfrentamento ao Câncer de Cabeça e Pescoço

Julho Verde é o mês de conscientização e prevenção do câncer de cabeça e pescoço. Este tipo de câncer compreende todos os tumores que têm origem na boca (cavidade oral), nariz (nasofaringe, cavidade nasal e seios paranasais), garganta (orofaringe, hipofaringe, laringe), tireoide e nas glândulas salivares. No Brasil, é o terceiro câncer mais frequente nos homens e nas mulheres (quando somados, o câncer de boca, garganta e glândula tireoide). Aproveitando o momento, vamos responder algumas perguntas importantes sobre o tema:

Existem formas de prevenir?

Para reduzir as chances de desenvolver qualquer tipo de doença é necessário evitar a exposição aos fatores de riscos. Em alguns cânceres, os fatores para seu desenvolvimento não podem ser evitados, como é o caso da idade ou predisposição genética. Quando falamos do câncer de cabeça e pescoço, com exceção ao câncer de tireoide, os seus fatores de risco podem ser evitados. As formas de prevenção são:

– Evitar o tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

– Usar preservativo durante o ato sexual.

– Tomar a vacina contra o HPV.

– Manter alimentação equilibrada.

– Realizar higiene oral.

 

Quais são os sintomas da doença?

Os sintomas relacionados ao câncer dependem do local que ele tem origem. Na fase inicial, a maioria dos casos é uma doença silenciosa e não causa nenhum sintoma, por isso a importância de consultas regulares com dentista ou médico. Com o crescimento do tumor surgem os principais sintomas como:

– Rouquidão ou alteração na voz.

– Dificuldade/dor para engolir.

– Feridas persistentes na boca.

– Emagrecimento sem causa definida.

– Nódulo no pescoço.

– Dor de ouvido ou na cabeça.

– Tosse persistente.

 

Quais são os vilões para o desenvolvimento deste tipo de câncer?

Temos três vilões bem reconhecidos. Em primeiro lugar, está o tabagismo. O cigarro é a maior causa evitável de morte no mundo e para o câncer de cabeça e pescoço não é diferente. As pessoas que fumam têm o risco que varia de 5 a 25 vezes maior do que os não fumam. É importante reforçar que a inalação do tabaco, por cachimbo ou narguilé, e o hábito de mascar fumo também aumentam o risco desse câncer.

Em segundo lugar está o uso abusivo de bebidas alcoólicas. Este hábito pode aumentar o risco desse tipo de câncer em 5 a 6 vezes, a depender da quantidade ingerida durante a vida. Quando associado ao tabagismo, o risco aumenta ainda mais.

Em terceiro lugar, mas cada vez mais importante, está a infecção pelo HPV. É o mesmo vírus que pode causar o câncer de colo de útero, vagina, vulva, anus e pênis.  Sua relação é mais importante com o câncer de orofaringe (garganta), sendo o subtipo HPV 16 o maior vilão. O câncer relacionado com o HPV apresenta algumas diferenças comparado aos relacionados ao cigarro e bebidas alcoólicas, geralmente ocorre em pessoas mais jovens, os tumores primários são menores e apresentam maiores chances de cura. Uma das formas de contaminação é o sexo oral desprotegido, por isso a importância do uso de preservativo durante essa prática sexual. Outra forma de prevenção é a vacinação.  No Brasil, as indicações para a vacinação pelo Ministério da Saúde são para meninas de 9 a 14 anos e para meninos de 11 a 14.

 

Como é feito o diagnóstico?

No Brasil por volta de 70% dos casos de câncer de cabeça e pescoço são descobertos já em estágios avançados em razão da falta de informação das pessoas sobre a doença. O diagnóstico tardio aumenta a possibilidade de sequelas e diminui as chances de cura.  Quando descoberto em fase inicial, as chances de cura são de aproximadamente 90%. Para o diagnóstico é preciso realizar uma avaliação da cavidade oral e exames de imagens (tomografia ou ressonância). Mas para a confirmação será sempre necessária uma biópsia.

 

Quais são os maiores avanços no tratamento do câncer de cabeça e pescoço nos últimos anos?

Grandes avanços foram atingidos no tratamento do câncer de cabeça e pescoço nos últimos anos. Basicamente, temos três formas de combater esse tipo de tumor: cirurgia, radioterapia e terapia sistêmica (quimioterapia, anticorpos monoclonais e imunoterapia). Na cirurgia, a incorporação da cirurgia robótica possibilitou procedimentos menos invasivos e com menores sequelas. Na radioterapia, as novas técnicas trouxeram maior precisão de tratamento nas áreas acometidas pelo tumor, possibilitando maiores doses e poupando os tecidos e órgãos saudáveis. Na Oncologia, tivemos a aprovação da imunoterapia para os pacientes com metástases ao início do tratamento. Estes medicamentos estimulam o sistema imune a combater as células tumorais, proporcionando aumento no tempo de vida associado a menores efeitos colaterais.

 

Dia do Homem: o que você tem feito pela sua saúde?

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os homens vivem 7,1 anos a menos do que as mulheres, sendo a taxa de mortalidade maior em praticamente todas as faixas etárias. Mas qual seria a justificativa? A resposta é a associação de vários motivos, mas entre os principais estão a maior exposição a alguns fatores de risco e a menor aderência aos exames preventivos. Dentre os fatores de risco destacamos o tabagismo, etilismo, falta de prática de atividade física e obesidade.  Outro dado preocupante revelado pelo Ministério da Saúde é que 31% dos homens não têm o hábito de ir ao médico e 55% destes afirmam que não precisam. Esta conjunção está diretamente relacionada ao risco de desenvolver diversas doenças nos homens, com maior destaque para o câncer.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam como os cânceres mais frequentes nos homens os de pele, próstata, intestino, pulmão e de cabeça e pescoço. E o que todos eles têm em comum? A maioria dos casos pode ser prevenido.

Vamos começar falando do câncer de pele, que é o tumor mais frequente. Felizmente, este tipo de tumor apresenta uma baixa taxa de mortalidade, mas pode deixar sequelas secundárias: a cirurgia para sua retirada. Os dois tumores de pele mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma epidermóide, ambos diretamente relacionados à exposição não protegida ao sol. O cuidado com a exposição solar e o uso de protetor solar seriam o suficiente para reduzir o desenvolvimento destes tumores.

O segundo tumor mais frequente é o câncer de próstata. Dados do INCA estimam 65.840 novos casos em 2022 no Brasil, sendo o responsável pela segunda maior causa de morte por câncer. O seu principal fator de risco é o envelhecimento, algo que não podemos evitar, mas por um outro lado é um câncer altamente curável quando diagnosticado precocemente. Identificar este tumor na fase inicial é possível pela realização dos exames preventivos de toque retal e PSA. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Urologia, recomenda que homens a partir de 50 anos devem procurar um profissional especializado para avaliação individualizada. Aqueles da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos, por já possuírem um risco aumentado.

Na terceira posição está o câncer de intestino. Este câncer está relacionado à idade mais avançada, histórico familiar e aos hábitos de vida como excesso de alimentos industrializados, sedentarismo e obesidade. Sabemos que evitar a exposição a estes fatores risco pode reduzir de forma significativa as chances de ter um câncer de intestino. Por isso, é importante manter um estilo de vida saudável com atividade física no mínimo três vezes por semana, manter peso adequado, realizar dieta rica em fibras, evitar o tabagismo, etilismo e excesso de carne vermelha e embutidos, além de realizar o exame preventivo de colonoscopia.  No Brasil, esse exame é recomendado para homens e mulheres entre 50 a 74 anos. Em casos de história familiar para câncer de intestino, o exame deve ser realizado dez anos antes da idade que o familiar apresentou o diagnóstico.

O câncer de pulmão é o quarto câncer mais frequente nos homens, com 17.760 casos novos ao ano de acordo com o INCA. É o câncer que mais mata homens. Infelizmente, sua incidência vem aumentando no mundo o que o torna um problema de saúde pública em razão do impacto dos altos custos do seu tratamento. A maioria dos casos deste tipo de câncer seriam evitados se as pessoas não fumassem. Aproximadamente 80% dos casos estão diretamente ligados ao tabagismo, hábito considerado como a maior causa evitável de mortes no mundo todo. Os pacientes que fumam têm em média 14 anos a menos de expectativa de vida em relação a quem não fuma. Além disso, está cada vez mais claro que os tabagistas passivos (quem não fuma, mas convive de perto com quem fuma) também têm mais chances de desenvolver câncer, doenças cardíacas e pulmonares.

Em quinto lugar está o câncer de cabeça e pescoço, que compreende todos os tumores que têm origem na boca (cavidade oral), nariz (nasofaringe, cavidade nasal e seios paranasais), garganta (orofaringe, hipofaringe, laringe) e nas glândulas salivares. Os fatores de risco para o desenvolvimento desta neoplasia já são bem estabelecidos. O principal é o tabagismo. O risco é dependente do número de cigarros fumados por dia e do tempo de uso. Os tabagistas têm o risco de desenvolver câncer de 5 a 25 vezes a mais do que os que não fumam. O segundo fator de risco de destaque é o etilismo. Um estudo revelou o aumento de 5 a 6 vezes no risco de desenvolver o câncer de cabeça e pescoço com consumo de álcool superior a 50 g/dia versus menos de 10 g/dia (aproximadamente uma lata de cerveja). Suspender o consumo de álcool reduz em 4% ao ano o risco de doença maligna da laringe ou a faringe.

Como vimos, uma grande parte dos cânceres que afetam o homem poderiam ser evitados com medidas de prevenção e um diagnóstico precoce. O Dia do Homem tem como objetivo conscientizar a população masculina sobre os cuidados que deve tomar com a sua saúde. Vamos aproveitar esse dia para iniciar hábitos de vida mais saudáveis e lembrar de colocar os exames preventivos em dia!

 

Abril é o mês de conscientização sobre o câncer de esôfago

David Pinheiro Cunha

CRM 146.260

 

O esôfago é um tubo muscular que leva o alimento desde a garganta até o estômago. No Brasil, o câncer de esôfago é o 6º mais frequente entre os homens e o 15º entre as mulheres. Aproveitando o mês de abril, vamos ressaltar alguns sinais de alerta:

Os três principais fatores de risco são:

  • Tabagismo (responsável por 25% dos casos);
  • Consumo excessivo de bebida alcoólica;
  • Obesidade.

 

Sintomas mais frequentes:

  • Sensação de obstrução a passagem de alimentos;
  • Dor para engolir;
  • Dor no tórax;
  • Náuseas, vômitos e perda de peso.

 

Curiosidades:

  • É duas vezes mais frequente nos homens comparado às mulheres;
  • O consumo de chimarrão e a relação sexual desprotegida são fatores risco;
  • O exame de rastreamento não é recomendado de rotina na população em geral.

 

Como é feito o diagnóstico:

  • Geralmente após início dos sintomas;
  • Exame mais indicado é a endoscopia digestiva alta;
  • A biópsia confirma o diagnóstico.

 

Como prevenir:

  • Não fumar;
  • Evitar o consumo de bebida alcoólica;
  • Manter o peso adequado;
  • Tratar a doença do refluxo gastroesofágico quando presente;
  • Não consumir bebidas quentes em excesso (acima de 60%);
  • Utilizar preservativo durante a relação sexual.

 

Tratamento:

  • Combinação de radioterapia, quimioterapia e cirurgia;
  • A imunoterapia é uma forma de tratamento aprovada no Brasil;
  • As chances de cura estão relacionadas ao diagnóstico precoce.

 

A prevenção continua sendo a melhor maneira de evitar este tipo de câncer. Mas, caso tenha algum dos sintomas, não deixe de procurar um médico para o diagnóstico precoce e aumentar as chances de cura.

 

Março Azul Marinho: Mês de conscientização e prevenção do câncer colorretal

David Pinheiro Cunha

CRM 146.260

 

O câncer colorretal compreende todos os tumores que acometem o intestino grosso e o reto. Atualmente, ocupa a segunda posição entre os tumores mais frequentes nos homens e também nas mulheres no Brasil. Diante da sua importância, aproveitando mês de março, vamos trazer alguns fatos importantes sobre esse tipo de câncer.

 

– É possível reduzir o risco de desenvolver o câncer colorretal.

 

A predisposição genética individual para se desenvolver um câncer ainda não pode ser modificada, porém a minoria dos canceres tem origem hereditária. Sabemos que evitar a exposição aos fatores risco pode reduzir de forma significativa as chances de ter um câncer de intestino. Por isso, é importante um estilo de vida saudável, com atividade física regulares, manter o peso adequado, realizar dieta rica em fibras, evitar o tabagismo, etilismo, o excesso de carne vermelha e embutidos.

 

– A idade avançada é o principal fator de risco para o câncer colorretal.

 

A maioria dos tumores de intestino ocorrem após os 50 anos. Outros fatores de risco importantes são a história familiar de câncer colorretal, obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de carne vermelha (acima de 500 gramas por semana) ou alimentos processados, dieta pobre em frutas ou fibras.

Outras condições como a polipose adenomatosa familiar, câncer hereditário sem polipose, doença de Crohn e retocolite ulcerativa, também aumentam de forma expressiva o risco.

 

– Na fase inicial o câncer colorretal é uma doença silenciosa, não causa sintomas.

 

Na fase inicial o câncer de intestino pode ser assintomático. Com o aumento do tamanho da lesão os sintomas podem se desenvolver. As principais queixas são: alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados), dor ou desconforto abdominal, fraqueza ou anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração na forma das fezes, massa abdominal ou sangue nas fezes. É importante salientar que muitas vezes esses sintomas também estão relacionados a doenças benignas, por isso a importância de sempre passar por uma avaliação médica.

 

– A colonoscopia pode prevenir o câncer colorretal.

 

O câncer de cólon na maioria das vezes tem origem a partir de um pólipo no intestino. Essas lesões são inicialmente benignas, mas podem sofrer atipias durantes os anos e desenvolver o câncer. Durante o exame de colonoscopia pode ser realizada a retirada dos pólipos ainda nos estágios iniciais, evitando a formação do câncer. No Brasil, esse exame é recomendado para homens e mulheres entre 50 a 74 anos. Em casos de história familiar para câncer de intestino, o exame deve ser realizado 10 anos antes da idade que o familiar apresentou o diagnóstico.

 

– A maioria dos casos são curados com o tratamento.

 

Quando o diagnóstico é realizado em fases iniciais a chance de cura é acima de 80%. Por isso a importância de realizar o exame de rastreamento como a colonoscopia e sempre investigar precocemente os sintomas relacionados à alteração do hábito intestinal ou sangramento. O tratamento depende de diversos fatores como localização tumor, tamanho e se ocorreu a disseminação para outros órgãos (metástase). Na doença localizada, a cirurgia é o tratamento, podendo ser associada a quimioterapia no pós-operatório. Já na presença de metástase, o tratamento geralmente se inicia com quimioterapia associada a anticorpos.

 

– O fígado é o local mais frequente de metástase.

 

Metástase é quando o câncer dissemina do local de origem para outros órgãos. Quando isso ocorre as chances de cura reduzem de forma significativa. O principal local de metástase do câncer de intestino é o fígado, seguido pelo pulmão. Nestes casos, os tratamentos mais empregados são as quimioterapias, associadas ou não aos anticorpos monoclonais. Recentemente foi aprovado no Brasil o uso da imunoterapia para pacientes com metástase com deficiência em genes relacionados ao reparo do DNA, com excelentes resultados!

 

Julho Verde: por que ele é ainda mais importante na pandemia?

Estamos em julho, mês de conscientização e prevenção do câncer de cabeça e pescoço. Trata-se de um tumor que merece atenção devido ao número expressivo de casos anualmente, com estimativa de 36.620 novos casos em 2021 só no Brasil. Este tipo de câncer compreende todos os tumores que têm origem na boca (cavidade oral), nariz (nasofaringe, cavidade nasal e seios paranasais), garganta (orofaringe, hipofaringe, laringe), nas glândulas salivares e tireoide.  Nos homens é o terceiro câncer mais frequente (quando somados o câncer de boca, garganta e glândula tireoide), ficando atrás apenas do câncer de próstata e de intestino.

Os homens são mais acometidos com uma razão de 2 a 4 homens para cada mulher. Esta diferença está relacionada à exposição aos fatores de risco para desenvolver este câncer, sendo o tabagismo o principal deles. Pessoas que fumam muitos cigarros ao dia ou por um período prolongado, têm o risco de desenvolver o câncer 5 a 25 vezes maior do que os não tabagistas. Vale ressaltar que o uso de cachimbo, o hábito de mascar fumo e mesmo o uso de narguilé também estão associados ao aumento do risco.

Outros fatores importantes são o consumo excessivo de bebida alcoólica e a infecção pelo vírus HPV. O HPV é o mesmo vírus relacionado ao câncer de colo de útero, vagina, vulva, ânus, pênis, e está relacionado, principalmente, ao desenvolvimento do câncer de orofaringe (garganta). A infecção é transmitida durante a relação sexual oral desprotegida.

Um dado muito preocupante surgiu durante a pandemia de COVID-19. Uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Estadual de Campinas revelou uma mudança alarmante de alguns hábitos na população brasileira durante o período de pandemia. O estudo revelou que do total da população avaliada, 12% fumavam e, entre os fumantes, 23% aumentaram 10 cigarros no consumo diário e 5% aumentaram 5 cigarros. No que se refere ao consumo de bebida alcoólica, 18% relataram aumento no consumo, chegando a um aumento de 25% em adultos entre 30-39 anos. Esses dados servem de alerta para o aumento deste tipo de câncer no futuro.

Outra grande preocupação causada pela pandemia foi a redução de aproximadamente 50% no diagnóstico de novos casos de câncer em 2020. Ressaltando que o câncer não parou de acontecer, mas sim seu diagnóstico. No que se refere especificamente ao câncer de cabeça e pescoço, no Brasil, mesmo antes da pandemia já havia uma grande dificuldade em se fazer o diagnóstico precoce, aproximadamente 70% dos casos eram descobertos com a doença localmente avançada ou com metástase, sendo esperado uma piora pós-pandemia.

O diagnóstico tardio deste câncer traz muitas Implicações negativas, desde a diminuição das chances de cura até a necessidade de tratamentos agressivos causando sequelas e piora da qualidade de vida.  Por isso, feridas na boca que não cicatrizam, dor ou irritação persistente da boca ou garganta, placas avermelhadas ou esbranquiçadas que duram mais de três semanas, alteração da voz ou dificuldade de deglutir sempre devem ser investigadas.

Nos últimos anos, tivemos grandes avanços no tratamento deste câncer. No que tange à cirurgia, os procedimentos realizados com auxílio do robô permitem melhores acessos para a ressecção dos tumores localizados na boca. O advento de novas técnicas de radioterapia permitiu maior precisão do local a ser tratado, melhorando o controle do tumor, associando menos efeitos colaterais. Já na doença mais avançada com metástase a imunoterapia aumentou o tempo de sobrevida dos pacientes, associado menores toxicidades do que a quimioterapia.

Apesar dos avanços no tratamento, a melhor arma contra o câncer continua sendo a não exposição aos fatores de risco, evitando o cigarro, o excesso de bebida alcoólica, relações sexuais desprotegidas; reiterando que é necessário fazer acompanhamento médico para o diagnóstico precoce. Vamos aproveitar o mês de julho para reforçar a importância de um estilo de vida saudável e cuidar da nossa saúde mesmo durante este período de pandemia.

Maio Cinza: um alerta para o câncer de cérebro!

Maio é o mês de conscientização do câncer de cérebro, um tumor potencialmente grave por atingir o órgão responsável pelo controle de todas as funções do nosso corpo. Atualmente, ocupa a décima posição entre os tumores mais frequentes nas mulheres brasileiras e a décima primeira posição entre os homens.

É considerado um grupo heterogêneo de tumores que podem ser divididos em primários, que têm origem nas células do próprio cérebro, ou secundários, que têm origem em outros órgãos e disseminam para o cérebro. Estes são mais frequentes, sendo os cânceres de mama, pulmão e melanoma os maiores causadores de metástase.

No que se refere à agressividade do tumor, podemos dividir também em dois grupos. Os tumores benignos, que apresentam crescimento lento podendo ser acompanhados por exames de imagem periódicos ou tratados com cirurgia com altíssimas chances de cura. E os tumores malignos, que apresentam crescimento rápido, presença de sintomas e necessitam de tratamentos mais agressivos. Dentre os tumores malignos, o glioblastoma multiforme é o que apresenta menores chances de cura, apesar do avanço do tratamento nos últimos anos.

As causas dos tumores de cérebro continuam sendo motivo de muito estudo. Sabemos que algumas síndromes genéticas, consideradas raras, como a neurofibromatose e Li-Fraumeni aumentam o risco deste tipo de câncer. Outro fator é a exposição à radiação ionizante, como por exemplo, em profissionais que lidam com raio-x, pessoas que se submetem à radioterapia ou aos exames excessivos com radiação.  Além desses, temos a deficiência do sistema imunológico, seja ela causada pelo vírus do HIV ou uso de medicamentos que suprimem o sistema imunológico. Por fim, há ainda alguns fatores de risco controversos. A exposição excessiva ao telefone celular, traumas cranianos e o consumo de aspartame (adoçante artificial) já foram levantados como potenciais causadores desse câncer, mas até hoje nada ficou comprovado.

O tumor no cérebro pode ter apresentações variáveis. É frequente nos benignos o paciente permanecer assintomático por um período prolongado, isso porque o tumor cresce lentamente e o cérebro vai se adaptando. Podem ocorrer também sintomas focais, que são dependentes do local em que está localizado o tumor, podendo cursar com perda de força em alguma parte do corpo, alteração na visão, audição, fala e comportamento. Porém, vale ressaltar que as manifestações, na maioria dos casos, são inespecíficas como sonolência, náuseas, vômitos, crise convulsiva ou dor de cabeça.

Então, quando devo me preocupar com uma dor de cabeça? A cefaleia, conhecida como dor de cabeça, é o sintoma mais comum do câncer de cérebro, acontecendo em 33 a 71% dos casos.  No entanto, nem todo quadro de cefaleia é sugestivo de tumor cerebral; se for um sintoma diário e persistente ao longo de dias, com intensidade crescente e mais comum à noite ou ao acordar, é um sinal de alerta. Deve também ser sempre investigada quando acompanhada de sinais e sintomas como vômitos recorrentes, crises epilépticas, sonolência excessiva, confusão mental, deficiência gradual da movimentação ou da sensibilidade de alguma parte do corpo e dificuldades de fala e da visão.

O diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura do câncer e evitar sequelas. Mas, muitas vezes, identificar o tumor na fase inicial é um desafio. Isso porque não existe um exame de rastreamento, os chamados exames preventivos, por isso é fundamental dar atenção aos sinais de alerta já mencionados. Na presença destes deve-se fazer uma investigação com exames de imagens, preferencialmente a ressonância de crânio. Este exame é capaz de identificar a presença de uma lesão no cérebro e diferenciar entre tumores benignos ou potencialmente malignos. Porém, para a confirmação diagnóstica é necessária a biópsia.

A boa notícia é que a maioria dos tumores cerebrais podem ser curados. É importante que o tratamento seja individualizado e realizado por uma equipe completa composta por neurocirurgião, oncologista, radioterapeuta, patologista e radiologista. De uma forma geral, a cirurgia é o principal tratamento. Atualmente diversas tecnologias foram incorporadas na neurocirurgia como monitorização intra-operatória e métodos minimamente invasivos, possibilitando a diminuição do risco de sequelas no ato cirúrgico.  A associação de radioterapia e quimioterapia geralmente é necessária nos tumores mais agressivos, considerados de alto grau.

Vale ressaltar que, apesar dos avanços nas técnicas de tratamento, o diagnóstico precoce ainda é a principal arma para aumentar as chances de cura e reduzir as sequelas.  Por isso a importância do Maio Cinza, que tem como objetivo conscientizar a todos sobres os sintomas que devem ser investigados. Mesmo durante o período de pandemia, importante lembrar que a COVID-19 não é a única vilã!

 

Câncer de esôfago: como ficarão as estatísticas após COVID?

Consumo de álcool, obesidade e cigarro estão diretamente relacionados ao câncer de esôfago

No Brasil, o câncer de esôfago (tubo que liga a garganta ao estômago) é o sexto mais frequente entre os homens e o 15º entre as mulheres, excetuando-se o câncer de pele não melanoma. É o oitavo mais frequente no mundo e a incidência em homens é cerca de duas vezes maior do que em mulheres.

O tipo de câncer de esôfago mais frequente é o carcinoma epidermoide escamoso, responsável por 96% dos casos. Outro tipo, o adenocarcinoma, vem aumentando significativamente. É um tipo de tumor com alta mortalidade: 8.716, sendo 6.802 homens e 1.914 mulheres (2019 – Atlas de Mortalidade por Câncer – SIM).

 

Os principais fatores de riscos relacionados ao câncer de esôfago, são:

  • O consumo de bebidas: não só o consumo regular, como também o consumo excessivo e esporádico de qualquer tipo de bebida alcóolica.
  • O excesso de gordura corporal. A obesidade também facilita o desenvolvimento da doença do refluxo gastroesofagiano (DRGE), importante fator de risco para o desenvolvimento da doença.
  • O tabagismo isoladamente é responsável por 25% dos casos de câncer de esôfago. O risco aumenta rapidamente com a quantidade de cigarros consumida. Mesmo as pessoas que já fumaram, mas interromperam, possuem risco aumentado de desenvolver este câncer quando comparadas aos que nunca fumaram.

 

Efeitos da pandemia

Uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, e a Universidade Estadual de Campinas teve a finalidade de verificar como a pandemia afetou ou mudou a vida da população.

Análises das mudanças nos estilos de vida relacionados aos hábitos de fumar, consumo de bebidas alcoólicas, prática de atividades físicas e de alimentação, foram realizadas, com resultados alarmantes:

Cigarro:

  • Total da população avaliada que fumava: 12%
  • Entre os fumantes:
    • 23% aumentou em 10 cigarros o consumo diário e 5% aumentou em 5 cigarros diários.

Álcool:

  • Do total da população avaliada, 18% relatou aumento no consumo de álcool, sendo em adultos entre 30-39 anos o aumento foi de 25%.

Atividade Física:

  • Essa é uma situação extremamente alarmante, pois 62% da população relatou não estar fazendo atividade física. Entre as que faziam 3-4 vezes por semana, na pandemia 46% delas parou. E entre as que faziam 5 vezes por semana, 33% parou.
  • Antes da pandemia 35,5% faziam 150 minutos de atividades por semana, e na pandemia esse percentual caiu para 16%.

O diagnóstico de novos casos de câncer caiu até 50% no país em 2020. E passamos novamente por um terror hospitalar relacionado à COVID-19 em todo Brasil, agora em 2021.

Segundo levantamento do Radar do Câncer, do Instituto Oncoguia, as biópsias tiveram uma redução de 39,11% (de 737.804 para 449.275), entre março e dezembro do ano passado, em comparação ao mesmo período de 2019. As maiores quedas ocorreram nos meses de abril (-63,3%) e maio (-62,6%). Em outros exames de diagnóstico, como o papanicolau e a mamografia, as reduções foram de 50% e 49,81%, respectivamente. O radar reúne informações compiladas do DataSUS.

Um outro estudo da Sociedade Brasileira de Urologia em cinco grandes instituições de São Paulo, mostra uma redução média de 26% no número de novos casos de tumores de rim, próstata e bexiga, em 2020, em comparação aos diagnósticos feitos em 2019.

No HC da Unicamp, por exemplo, houve queda de 52% nos casos de câncer de bexiga, 61,04% nos de próstata e 63% nos de rim.

 

Câncer de esôfago: como ficarão as estatísticas após COVID?

O diagnóstico do câncer de esôfago é feito por meio da endoscopia digestiva, um exame que investiga o interior do tubo digestivo e permite a realização de biópsias para confirmação do diagnóstico. Quando o tumor é detectado precocemente, as chances de cura aumentam muito.

Ao analisarmos os dados do DataSUS, para o exame que pode detectar câncer de esôfago, observou-se uma diminuição de cerca de 40% em 2020 x 2019.

Diagnóstico por endoscopia realizados de acordo com o DataSUS:

2019 2.133.245

2020

1.315.531

 

Precisamos alertar a população, aproveitarmos o mês de abril: prevenção do câncer de esôfago e chamar atenção aos sintomas de alerta:

  • dificuldade ou dor ao engolir;
  • dor retroesternal (atrás do osso do meio do peito);
  • dor torácica;
  • refluxo;
  • sensação de obstrução à passagem do alimento;
  • náuseas, vômitos e perda do apetite.

Sabemos do caos hospitalar, mas o câncer e outras doenças não esperam!