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Mês de conscientização do câncer que está aumentando em adultos jovens

O mês de março foi escolhido para conscientização e prevenção do câncer colorretal, que compreende todos os tumores que acometem o intestino grosso e o reto. Atualmente, é o segundo mais frequente nos homens e nas mulheres brasileiras, sendo estimado 45.630 novos casos para cada ano do triênio de 2023 a 2025.

Nos últimos meses, ganhou destaque na mídia devido pessoas famosas como Pele, Roberto Dinamite e as cantoras Simony e Preta Gil divulgarem sobre o diagnóstico dessa doença. Apesar dos números alarmantes, é considerado um tumor altamente curável quando o diagnostico é realizado em estágios iniciais.

 Na fase inicial, o câncer de colorretal pode ser assintomático. Com o aumento do tamanho do tumor os sintomas podem se desenvolver. Os principais são: alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre), dor ou desconforto abdominal, fraqueza ou anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração na forma ou presença de sangue nas fezes.

Para o diagnóstico precoce é de grande importância realizar os exames de rastreamento. Estes são realizados em pessoas assintomáticos, com intuito de diagnosticar lesões pré-malignas ou tumores iniciais, aumentando assim, as chances de cura e reduzindo a agressividade do tratamento.  No Brasil, está indicado o rastreamento na população a partir dos 45 anos, sendo a colonoscopia o exame de preferência.

Um dado que vem chamando a atenção nos últimos anos é o aumento do diagnóstico em adultos jovens, pessoas com menos de 50 anos, como é o caso das cantoras Simony e Preta Gil. Um estudo divulgado pela American Cancer Society revelou que na população norte-americana ocorreu uma redução no número de casos de câncer colorretal nas últimas décadas, porém um aumento em adultos jovens. A taxa de novos casos de câncer de cólon aumentou de 1 a 2,4% por ano desde meados da década de 1980 em adultos de 20 a 39 anos, e de 0,5 a 1,3% desde meados de 1990 em adultos de 40 a 50 anos. O aumento na taxa de câncer de reto foi ainda mais expressivo, 3,2% por anos de 1974 a 2013 em adultos de 20 a 29 anos. Essa alteração na faixa etária pode ser justificada pela mudança do estilo de vida do mundo atual, principalmente nos países mais desenvolvidos.

Mas é possível evitar esse tipo de câncer?  Sabemos que 30 % dos casos poderiam ser evitados com um estilo de vida saudável. Isso significa, ter uma alimentação rica em fibras e verduras, reduzir o consumo de embutidos e carne vermelha, realizar atividade física regular, manter o peso adequado, não consumir bebida alcoólica em excesso e não fumar.

Quando o diagnóstico é realizado de forma precoce as chances de cura são acima de 80%. Por isso a importância de realizar o exame de rastreamento e procurar uma avaliação médica na presença de sintomas suspeitos.  O tratamento depende de diversos fatores como localização tumor, tamanho e se ocorreu a disseminação para outros órgãos (metástase). Na doença localizada, a cirurgia é o tratamento padrão, podendo ser associada a quimioterapia no pós-operatório. Já na presença de metástase, o tratamento geralmente se inicia com quimioterapia associada a anticorpos ou com imunoterapia em casos específicos.

O câncer não espera! Vamos aproveitar o mês de março para nos prevenir dessa doença e cuidar da nossa saúde.

 

 

O câncer não espera! Março: mês de conscientização do câncer colorretal

Dentre todos os tumores, o câncer colorretal merece uma atenção especial. Atualmente, é o terceiro tumor mais frequente e a segunda maior causa de morte por câncer no mundo. O mês de março foi escolhido para conscientização e prevenção deste câncer, considerado um tumor evitável em uma grande parcela dos casos e quase sempre curável quando diagnosticado em estágios iniciais.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 20.520 casos novos em homens e 20.470 casos em mulheres para ano de 2021, representando o segundo tumor mais frequente nos homens e também nas mulheres. Vale ressaltar que, mesmo dentro do Brasil, a incidência é variável de acordo com as regiões do nosso território. Nas regiões Sudeste e Sul, o tumor é mais frequente quando comparados com as regiões Norte e Nordeste. Essa diferença pode ser explicada porque o câncer colorretal está diretamente relacionado aos hábitos de vida como excesso de alimentos industrializados, sedentarismo e obesidade. Além disso, o acesso aos exames diagnósticos pode contribuir para essa disparidade.

Este tipo de câncer ocorre geralmente após os 50 anos, com predomínio na população idosa. Entretanto, um estudo divulgado pela American Cancer Society mostrou dados intrigantes. Revelou que na população norte-americana ocorreu uma redução no número de casos de câncer colorretal nas últimas décadas, porém um aumento em adultos jovens. A taxa de novos casos de câncer de cólon aumentou de 1 a 2,4% por ano desde meados da década de 1980 em adultos de 20 a 39 anos, e de 0,5 a 1,3% desde meados de 1990 em adultos de 40 a 50 anos. O aumento na taxa de câncer de reto foi ainda mais expressivo, 3,2% por anos de 1974 a 2013 em adultos de 20 a 29 anos. Essa alteração na faixa etária pode ser justificada pela mudança do estilo de vida do mundo atual, principalmente nos países mais desenvolvidos.

Mas é possível evitar esse tipo de câncer?  Na maioria dos casos sim. A predisposição genética individual para se desenvolver um câncer ainda não pode ser modificada, porém a minoria dos canceres tem origem hereditária. Sabemos que evitar a exposição aos fatores risco pode reduzir de forma significativa as chances de ter um câncer de intestino. Por isso, manter um estilo de vida saudável com atividade física no mínimo três vezes por semana, manter peso adequado, realizar dieta rica em fibras, evitar o tabagismo, etilismo e excesso de carne vermelha e embutidos, além de realizar os exames preventivos, é o que – ativamente – podemos fazer para mudar a nossa história.

Os principais sintomas do câncer de cólon e do reto são: dor abdominal, sangramento nas fezes, alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação) ou perda de peso, porém, infelizmente, quando esses sintomas estão presentes o tumor já está mais avançado e as chances de cura são menores. Logo, é de fundamental importância realizar os exames de rastreamento. Estes são exames realizados em pessoas assintomáticos, com intuito de diagnosticar lesões pré-malignas ou tumores iniciais, aumentando, assim, as chances de cura e reduzindo a agressividade do tratamento.  No Brasil, está indicado o rastreamento na população entre 50 a 74 anos, sendo a colonoscopia o exame de preferência.

Estamos passando por um grande desafio que é o combate à pandemia de COVID-19. Todos estamos focados em vencer essa batalha respeitando o isolamento social e tomando as medidas de proteção pessoal, porém não podemos esquecer que o câncer colorretal continua muito frequente e não espera.  Sendo assim, vamos aproveitar o mês de março para nos prevenir desse câncer e cuidar do que mais importa, a nossa saúde.