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O que vimos no ASCO 2017 até agora!

Trouxemos aqui um diário sobre o que estamos acompanhando no ASCO 2017 ao longo destes dias.  Tomei a iniciativa de fazer um breve resumo.

Antes mesmo de começar a expectativa era de que, com os recentes anúncios de Trump, o debate permearia temas políticos, além de dados e estudos que poderiam mudar de forma imediata o tratamento realizado com alguns pacientes, deixei tudo registrado neste post.

A abertura, como citei aqui, foi inspiradora! Daniel Hayes, presidente da sociedade americana, falou brevemente sobre o corte orçamentário proposto pelo presidente Trump. Mas, principalmente, a proposta foi chamar todos para participar da solução dos problemas. Todos podem fazer a diferença e esta foi sua principal mensagem

A Dra. Vivian ainda falou neste outro post sobre a palestra também inspiradora e comovente do Dr. Siddartha Mukherjee, autor do best seller “O imperador de todos os males, uma biografia do câncer”. Em sua palestra ele fala sobre o tratamento humanizado que todo paciente necessita e merece, em suas palavras, devemos nos importar de forma intensa e genuína com o problema que temos junto com cada um de nossos doentes.

Hoje, dois estudos foram apresentados demonstrando que o uso precoce de Abiraterona em pacientes com câncer de próstata metastático faz com que o risco de progressão da doença diminua em mais de 70% e a sua expectativa de vida alcançar níveis sem precedentes. Detalhei a apresentação neste post.

Vamos trazer mais informações ao longo dos dias para vocês, acompanhem aqui no site e no facebook.

O que devemos esperar do #ASCO17

Chegamos em Chicago para participar do Asco Meeting 2017, encontro que reune mais de 30.000 profissionais de oncologia para discussões sobre o tema. O evento começa amanhã, mas posso dizer que grande parte da discussão, vai ser política.

Recentemente o presidente norte-americano Donald Trump propôs um corte de quase 6 bilhões de dólares no orçamento do NIH para 2018. Essa proposta coloca em risco planos em curso como a “Precision Medicine Initiative”, e o “Cancer Moonshot 2020”, dos quais podemos falar posteriormente.

No entanto, as expectativas são para a apresentação de dados que podem mudar a forma como tratamos alguns pacientes, de forma imediata.

Um dos estudos mais aguardados é a apresentação de uma análise prospectiva de dados individuais a respeito da duração do tratamento quimioterápico pós-operatório, em pacientes com câncer colorretal. Atualmente, os pacientes recebem, depois da cirurgia para retirada do tumor, seis meses de quimioterapia baseada em oxaliplatina. No entanto, a metanálise de seis grandes estudos (alguns estavam em andamento) promete avaliar se três meses não seriam suficientes.

Na prática, seria um grande benefício aos pacientes, que poderiam receber menos terapia com a mesma eficácia, e também para os gestores, que gastariam a metade do que gastam hoje com esse tipo de tratamento.

Os dados serão apresentados neste domingo, vamos aguardar.