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8 de maio – Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Ovário – 5 sintomas silenciosos do câncer de ovário

O câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero. Como acontece com outros tipos de câncer, quanto mais cedo for feito o diagnóstico de câncer de ovário, maior será a chance de cura. Porém, no caso do câncer de ovário é difícil chegar a um diagnóstico precoce, pois a maioria das mulheres apresenta poucos ou nenhum sintoma.

Por isso o câncer de ovário é conhecido como o “assassino silencioso”. Estima-se que cerca de 7.300 mulheres no Brasil serão diagnosticadas com câncer de ovário em 2024. Assim, as mulheres devem ficar atentas a esses cinco sintomas silenciosos para aumentar as chances de detecção precoce.

 

  1. Inchaço
    O inchaço pode ser um sintoma comum para algumas mulheres durante o ciclo menstrual, mas também pode ser um sintoma de câncer de ovário. Pode ser uma sensação persistente de saciedade depois de comer muito pouco.
    Se não puder ser associada à época do ciclo menstrual ou se parecer estar piorando, é hora de consultar um ginecologista.

    2. Dor abdominal ou pélvica
    Uma dor persistente ou que ocorre na maioria dos dias, no estômago ou na região pélvica, é outro sintoma silencioso ao qual se deve estar atento. Pode ser um tipo diferente de dor que piora progressivamente. Ou também aparecimento de dor durante a relação sexual.

 

  1. Fadiga
    O terceiro sintoma silencioso é a sensação de cansaço, que não melhora com mais descanso. Se for uma sensação persistente é necessário avaliar para ter certeza de que não se trata de algo mais sério.

    4.Mudanças nos hábitos intestinais
    Se uma mulher começar a ter problemas repentinos de intestino preso ou diarreia, isso pode ser um sinal de câncer de ovário. Geralmente, é um sintoma que se mantém por bastante tempo.

    5. Urinar frequentemente
    O último sintoma silencioso do câncer de ovário é que algumas mulheres sentirão que precisam urinar com mais frequência do que o normal. Também pode aparecer como uma sensação de queimação ou pressão durante urinar.

 

Identificou algum desses sintomas?

 

Sugerimos:

– Procurar um profissional de saúde se tiverem problemas persistentes, graves ou que se agravem com qualquer um dos cinco sintomas silenciosos.
– É importante que a mulher seja avaliada se estiver percebendo diferenças em seu corpo.

-Dependendo dos sintomas e do exame pode ser indicado uma avaliação laboratorial e exames de imagem.

A educação capacita cada mulher a reconhecer possíveis sintomas, assumir o controle de sua saúde e procurar atendimento médico rapidamente quando necessário.

 

Março: Mês das Mulheres – Quais são os cânceres mais incidentes em mulheres?

Alguns dos cânceres que mais frequentemente afetam as mulheres são os de mama, colorretal, pulmão, colo do útero, corpo do útero (endometrial), câncer de ovário e de pele. Conhecer esses cânceres e o que você pode fazer para ajudar a preveni-los ou descobri-los precocemente (quando são pequenos, não se espalharam e podem ser mais fácies de tratar) pode ajudar a salvar sua vida.

 

A estimativa Globocan/IARC1 é que ocorreram 19,3 milhões de casos novos de câncer no mundo (18,1 milhões, se forem excluídos os casos de câncer de pele não melanoma). Um em cada cinco indivíduos terão câncer durante sua vida.2,3 O câncer de mama feminina é o mais incidente no mundo, com 2,3 milhões (11,7%) de casos novos, seguido pelo câncer de pulmão1, com 2,2 milhões (11,4%); cólon e reto, com 1,9 milhão (10,0%); próstata, com 1,4 milhão (7,3%); e pele não melanoma, com 1,2 milhão (6,2%) de casos novos. Nos EUA, o câncer de mama é o câncer mais comum em mulheres e também a segunda principal causa de morte por câncer (depois do câncer de pulmão). Cerca de 1 em cada 8 mulheres terá câncer de mama invasivo durante sua vida4.

 

No Brasil foram estimados, para o ano de 2023, 704 mil casos novos de câncer. O câncer de mama é o mais incidente, acomete 30,1% das mulheres. O câncer de cólon e reto é o segundo mais frequente (9,7%). Na sequência, observam-se os cânceres do colo do útero (7,0%), traqueia, brônquio e pulmão (6,0%) e tireoide(5,8%)(Figura1). Observa-se no Brasil uma predominância do câncer de mama feminina em todas as regiões geográficas. Porém, na região Norte, o câncer do colo do útero figura como o mais incidente no Amazonas e no Amapá, enquanto nos demais estados, encontra-se na segunda posição. Nas regiões Sudeste e Sul, o câncer do cólon e reto é o segundo mais incidente, em todas as UF. Destaca-se o câncer de pulmão figurando na terceira posição no Paraná e no Rio Grande do Sul (Figura 2) 5,6.

 

Os tumores femininos podem ocorrer em qualquer idade, mas o risco aumenta à medida que a idade avança. Algumas mulheres podem ter uma chance maior de ter câncer de mama, colo de útero, cólon e reto ou pulmão, do que outras. Mas todas as mulheres devem conhecer os riscos desses cânceres e o que podem fazer para ajudar a reduzir o risco.

 

Referências:

  1. Globocan/IARC1
  2. FERLAY et al.2021
  3. SUNG et al., 2021
  4. https://www.cancer.org/cancer/risk-prevention/understanding-cancer-risk/cancer-facts/cancer-facts-for-women.html
  5. https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/3700/2644
  6. https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/estimativa-2023.pdf).

 

Figura 1 – Distribuição proporcional dos dez tipos de câncer mais incidentes nas mulheres estimados para 2023, exceto pele não melanoma5,6

Figura 2 – Distribuição dos três tipos de câncer mais incidentes nas mulheres (taxa ajustada) por UF, 2023-2025,5,6

8 de março – Dia Internacional da Mulher – O desafio de cuidar das mulheres que vivenciam o diagnóstico de tumores femininos

“Ser oncologista é acompanhar com empatia as dores das Mulheres quando recebem o diagnóstico, acolhendo e caminhando juntas.”

(Dia da Mulher)

 

O Dia da Mulher começou com uma greve, ainda no início dos anos 1900, de mulheres da indústria de vestuário demandando melhores condições de trabalho. Desde então, e especialmente a partir dos anos 1970, a ONU declara 8 de março o Dia da Mulher. Com o foco em igualdade e empoderamento muitos caminhos foram abertos, especialmente no mercado de trabalho. Assim sendo, hoje assumimos diversos papéis, com múltiplas jornadas que englobam: trabalho, família, cuidados com filhos, pais e avós.

Nesse sentido, tenho há quase 15 anos a possibilidade de cuidar de mulheres que vivenciam diagnósticos e tratamentos de tumores femininos e seus desafios. Meu cotidiano é permeado pela aprendizagem em ajudar os pacientes a administrar todo o peso de um tratamento oncológico e o manejo da sobrecarga dessa experiência: transmissão de diagnósticos, acolhimento de angústias de mulheres e seus familiares. São ocasiões em que estou presente totalmente, olho no olho, momento de segurar nas mãos, considerando cada passo e planejando como lidar e seguir em frente.

Esta semana, particularmente, foi um desafio lidar com questões de saúde de minha família, reuniões importantes de pesquisa, supervisão e aulas para meus residentes… tudo junto, muito intenso, em poucos dias e com muita correria.

Passados estes dias, fiquei pensando: o que me move como oncologista e o cuidado com mulheres, o que me inspira? Como é possível abraçar tantas demandas, algumas externas, mas muitas minhas, de estudo, de ensinar, de dar aulas e fazer pesquisas? No fim das contas, percebo que é o atender, é o cuidar no dia a dia que me inspira. O momento da porta do consultório fechando e o olhar nos olhos das mulheres que cuido, a escuta de cada uma, o exercício da arte de individualizar os tratamentos, cuidando da pessoa, ajustando funcionalidades, idade, outros diagnósticos. É um trabalho árduo construir um percurso com expectativas realistas, enquadrando o conhecimento terapêutico e molecular em que eu, oncologista, e a mulher que estou cuidando e sua família possamos percorrer junto, escolhendo palavras com foco no que é possível, razoável e mesmo doloroso.

E, assim, depois de uma semana tão corrida, eu estava de volta no consultório, conversando, olhando seus últimos exames escutando seus medos e também as histórias das últimas viagens, de como estão os filhos, netos, como vão na escola, trabalho, faculdade e o que tem gostado de fazer… Enfim, sou fascinada e patologicamente encantada por cuidar de mulheres fantásticas que estão no processo difícil e transformador de diagnósticos oncológicos. E é isso que me motiva, inspira mesmo!

 

 

Mamografia: em todas as idades?

O câncer de mama é o tumor mais frequente entre as mulheres no Brasil e no mundo. É também a primeira causa de morte por câncer no Brasil e no mundo. Dados de países com alta renda demostram uma queda de mortalidade atribuída aos programas de rastreamento e terapias mais efetivas. No Brasil não observamos diminuição da mortalidade por câncer de mama. A dificuldade de acesso aos tratamentos e o diagnóstico tardio podem ser as causas.

Em que idade começar o rastreamento?

É importante não esquecermos: a mamografia é o único exame que, quando realizado rotineiramente pela mulher a partir dos 40 anos, na ausência de quaisquer sintomas nas mamas, diminui o risco de falecer por um câncer de mama. Isso foi comprovado em grandes estudos realizados em mais de 500 mil mulheres, com redução da mortalidade entre 10% e 35% no grupo de mulheres que faziam mamografias regularmente comparada às que não faziam. A ultrassonografia e a ressonância magnética podem complementar o rastreamento, especialmente em mulheres de alto risco ou com mamas densas.

No Brasil, as sociedades médicas recomendam o rastreamento mamográfico anual para as mulheres entre 40 a 75 anos. Temos uma proporção maior de diagnósticos em pacientes jovens do que em outros países, como Alemanha e Estados Unidos, com 41% de pacientes com diagnóstico de câncer de mama em idade inferior a 50 anos. Já o Ministério da Saúde indica a mamografia de rastreamento para mulheres de 50 a 69 anos sem sinais e sintomas de câncer de mama, a cada dois anos. A mamografia diagnóstica, diferente da mamografia de rastreamento, é indicada para avaliar lesões mamárias suspeitas e pode ser realizada em qualquer idade, inclusive em homens. A mamografia de rastreamento é para mulheres assintomáticas, já a mamografia diagnóstica é indicada quando há uma lesão mamária suspeita.

Nenhum teste de rastreamento é perfeito e a mamografia não é exceção. Fatores como a densidade mamária e a idade influenciam a efetividade da mamografia, dificultando a detecção dos tumores. A mamografia de rastreamento é menos efetiva em mulheres mais jovens por possuírem mamas mais densas. Em torno de 25% dos cânceres de mama em mulheres entre 40-49 anos não são detectados pela mamografia. Em mulheres com lesões suspeitas e especialmente com nódulos palpáveis, a investigação rápida com avaliação, mamografia, ultrassonografia e, se indicado biopsia, são primordiais para um diagnóstico precoce.

 

Em que idade parar o rastreamento?

Como recomendação, a mamografia de rastreamento em mulheres com mais de 75 anos deveria ser interrompida. Os benefícios do rastreamento mamográfico com diminuição de risco de morte nesta faixa etária não foi demonstrado. A maioria dos tumores em mulheres idosas tem crescimento lento, podendo não afetar a expectativa de vida e, assim, não impactar na mortalidade. O recomendado, em casos selecionados, é uma avaliação individual, se possível de acordo com a saúde e doenças existentes que impactam na expectativa de vida de cada mulher. Segundo o IBGE a expectativa de vida dos brasileiros vem aumentando e a das mulheres é 80,3 anos. Temos, portanto, uma população cada vez mais idosa e com melhor expectativa de vida. Assim, o seguimento com mamografia de rastreamento deveria ser descontinuado em mulheres com expectativa de vida menor que 5 anos e avaliada individualmente em mulheres acima de 75 anos.

Dia Internacional da Mulher na pandemia da COVID-19: liderança para um mundo mais igualitário

A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu no final do Século XIX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e de trabalho, além do direito de voto. Assim, a ONU designou o ano de 1975 como o Ano Internacional da Mulher. Em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres. Neste ano de 2021, o tema para o Dia Internacional da Mulher é: “Mulheres na liderança: alcançando um futuro igual em um mundo COVID-19”. O tema celebra os enormes esforços de mulheres e meninas em todo o mundo para moldar um futuro mais igualitário e a recuperação da pandemia da COVID-19.

As mulheres estão na vanguarda da batalha contra a COVID-19 como trabalhadoras da linha de frente e do setor de saúde, como cientistas, como profissionais de saúde e cuidadoras e agentes comunitárias. Porém, recebem – de maneira geral – 11% a menos do que seus colegas homens. Uma análise das equipes de combate a COVID-19 de 87 países revelou que apenas 3,5% delas tinham paridade de gênero 1

Além de estarem na linha de frente da crise da COVID-19, as mulheres representam alguns dos líderes nacionais mais exemplares e eficazes no combate à pandemia. Da Nova Zelândia à Alemanha, Taiwan ou Noruega, alguns países liderados por mulheres tem as menores taxas de óbitos pela COVID-19. De maneira geral, as mulheres representam 70% dos profissionais de saúde em todo o mundo. Em 2018, na política eram apenas 10 dos 153 chefes de Estado eleitos, de acordo com a União Interparlamentar.

Embora também haja diversos fatores sociais e econômicos implicados no bom desempenho destes países no enfrentamento à pandemia, também as trajetórias sociais destas líderes as diferencia. Condutas como resposta precoce, diversidade na tomada de decisões, comunicações transparentes e diretas são alguns exemplos.

A crise destacou tanto a centralidade e objetividade de suas contribuições quanto os fardos desproporcionais que as mulheres carregam. A pandemia está levando mais sobrecarga de trabalho para as mulheres no mundo todo. Mulheres são mais impactadas que os homens pela sobrecarga de trabalho. Dados do Brasil (IBGE/2019) indicam que a dupla jornada incide sobre a mulher, que semanalmente, na média, se dedica 18,5 horas ao cuidado da casa, crianças e idosos. Já a média dos homens é somente 10,3 horas semanais. Neste momento de pandemia com muitas famílias com vários membros em home office e muitas crianças sem frequentar regularmente a escola, percebe-se um acúmulo de tarefas e enorme sobrecarga de muitas mulheres.

Por que a sobrecarga de trabalho é maior para as mulheres? A desigualdade de gênero fica mais intensa neste momento de pandemia, já que estão diretamente na linha de frente da resposta e assumem custos físicos e emocionais. Devido à saturação dos sistemas de saúde e ao fechamento das escolas, as mulheres assumem o cuidado e a responsabilidade de familiares doentes, pessoas idosas e crianças3.

Assim, vamos celebrar este 8 de março de 2021, Dia Internacional da Mulher, no segundo ano de uma pandemia sem precedentes, refletindo sobre como melhorar a dinâmica de gênero, começando no local mais próximo possível, qual seja, na divisão mais igualitária das tarefas em casa. Simples assim!

 

Referências:

1 https://www.unwomen.org/en/news/in-focus/international-womens-day

2 https://www.bbc.com/portuguese/internacional-52376867

3 https://www.onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ONU-MULHERES-COVID19_LAC.pdf

26 de agosto: Dia Internacional da Igualdade da Mulher

Diferença dos cuidados oncológicos da mulher nos serviços públicos e privados

Vitória da incorporação do medicamento Pertuzumab no SUS reflete um AVANÇO EFETIVO E MAIS IGUALDADE no tratamento de mulheres com câncer de mama avançado HER2 positivo

A partir de agosto de 2020, as pacientes com câncer de mama HER2-positivo metastático ganharão esperança e seus oncologistas, alívio. O Pertuzumabe, importante medicamento para tratamento de câncer de mama HER2 positivo avançado, foi incorporado para tratamento de pacientes do SUS e estará disponível a partir deste mês. É importante ressaltar que o Pertuzumabe estava incorporado ao SUS desde dezembro de 2017, conforme portaria publicada no diário Oficial da União (Portaria n°57, de 4 de dezembro de 2017), que tornou pública a decisão de incorporar o medicamento para uso no combate ao câncer de mama HER2 positivo metastático em primeira linha de tratamento. Porém, em quase três anos, a situação não se alterou, com a justificativa do SUS que não havia acordo para compra do medicamento.

O Pertuzumabe é um medicamento conhecido como terapia-alvo. Isso porque é capaz de localizar, especificamente nas células do tumor de mama que expressam a proteína HER2, o chamado câncer de mama HER2 positivo. Assim o Pertuzumabe é um anticorpo desenvolvido para tratar o subtipo de câncer de mama HER2 positivo. Em torno de 20 a 25% dos cânceres de mama são HER2 positivo. Nesta incorporação, o Pertuzumabe está sendo oferecido para pacientes com câncer de mama HER2 positivo em estádio avançado, com metástases. A sua utilização, associada ao Trastuzumabe (outro anticorpo/terapia-alvo) e Docetaxe (um quimioterápico), proporciona mais benefícios em termos de controle da doença, prolongando a vida com qualidade em comparação com outras terapias sem a associação de Pertuzumabe. O histórico das incorporações das terapias-alvo (Pertuzumabe Trastuzumabe) se encontra na tabela abaixo. Todas as incorporações de medicações passam por um processo na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) no Ministério da Saúde. Especialmente a partir de 2016, houve um esforço e grande dedicação da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), com a participação dos oncologistas André Sasse e Vivian Antunes, ambos do Grupo SOnHe, em associação com entidades representativas da sociedade civil, para acelerar este processo de incorporação e acesso às medicações tão importantes.

O uso do bloqueio duplo – como é chamada a associação de Pertuzumabe e Trastuzumabe – é uma estratégia que amplia a efetividade do tratamento e garante imenso benefícios às pacientes.

 

Assista aos vídeos da Dra. Susana sobre Câncer de Ovário

8 de maio: Dia Mundial do Câncer de Ovário

Vídeo 1: Os sintomas do Câncer de Ovário

Vídeo 2: Estatísticas sobre o Câncer de Ovário

Vídeo 3: Câncer de Mama e Câncer de Ovário

Vídeo 4: Os exames preventivos para o Câncer de Ovário

Vídeo 5: Sintomas persistentes do Câncer de Ovário

Vídeo 6: O que fazer na suspeita de Câncer de Ovário

Vídeo 7: Tratamentos para o Câncer de Ovário

Vídeo 8: O diagnóstico precoce é essencial

Mamografia: mitos e verdades Para evitar as fake news

Mito: Mamografia é um exame sem eficácia comprovada.

Verdade:  A mamografia é o único exame que, quando realizado rotineiramente pela mulher a partir dos 40 anos, na ausência de quaisquer sintomas nas mamas, diminui o risco de morrer por um câncer de mama. Isso foi comprovado em grandes estudos realizados em mais de 500 mil mulheres, com redução da mortalidade entre 10% e 35% no grupo de mulheres que faziam mamografias regularmente comparado com as mulheres que não faziam. No Brasil, as sociedades médicas recomendam o rastreamento mamográfico anual para as mulheres entre 40 a 75 anos.

Mito: O autoexame é suficiente para detectar um câncer de mama.

Verdade: O autoexame só detecta um câncer de mama quando a doença está em uma fase adiantada, geralmente maior que 1-2 cm, enquanto exames de rastreamento detectam tumores em mulheres assintomáticas, nas quais a chance de cura é significativamente maior. Não há nenhum estudo que comprove que o autoexame pode substituir a mamografia, não devendo ser adotado como método de rastreamento.

 

Mito: É necessário rastreamento para câncer de mama em mulheres antes dos 40 anos.

Verdade: Exames de rastreamento rotineiros não são recomendados para mulheres com menos de 40 anos, já que o risco é considerado baixo. Além disso a mamografia é menos efetiva em mulheres jovens pelo fato do tecido mamário ser mais denso, o que diminui a capacidade do exame detectar anormalidades

 

Mito: Todos os cânceres de mama podem ser detectados na mamografia.

Verdade: Nenhum teste de rastreamento é perfeito e a mamografia não é exceção. Fatores como a densidade mamária e a idade influenciam a efetividade da mamografia, dificultando a detecção dos tumores. O rastreamento mamográfico tende a ser menos efetivo em mulheres mais jovens por possuírem mamas mais densas. Em torno de 25% dos cânceres de mama em mulheres entre 40 a 49 anos não são detectados pela mamografia e em torno de 10% não são detectados pela mamografia na faixa etária após 50 anos.

 

Mito: A radiação durante a mamografia pode causar câncer.

Verdade: A mamografia necessita de pouca radiação para ser executada O risco da exposição à esta radiação é baixo e o benefício em muito se superpõe ao risco. Além disso, nunca houve um caso de câncer de mama comprovadamente induzido por radiação da mamografia.

 

Mito: Não se pode realizar mamografia se tem implante mamário.

Verdade: Mulheres com próteses mamárias podem e devem fazer mamografias rotineiramente, sem risco de diminuição na sensibilidade do exame ou risco de rompimento ou deslocamento da prótese mamária.

O risco de câncer de mama com uso da terapia de reposição hormonal é maior que se esperava

Novo estudo publicado na prestigiosa revista Lancet confirma que a terapia de reposição hormonal aumenta o risco de câncer de mama. O estudo, coordenado por pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, demostrou que o risco de câncer de mama é maior que inicialmente se pensava e persiste por anos após o término da terapia de reposição hormonal.

Este estudo é uma atualização. O último artigo deste mesmo grupo de estudo foi publicado em 1997. Naquela época tinham sido analisados os resultados conjuntos de 51 estudos e, agora, nesta atualização, foram incluídos um total de 58 estudos.

Foram considerados para comparações mulheres na pós-menopausa e avaliados os casos de mulheres que tiveram câncer da mama, que não tiveram câncer de mama e se tinham feito terapia de reposição hormonal. Observou-se que 10.8647 mulheres na pós-menopausa desenvolveram câncer de mama, na média aos 65 anos de idade. Em torno de metade destas mulheres (51%) tinha usado terapia de reposição hormonal.

O risco varia de acordo com o tipo de hormônio e o tempo de uso

Os pesquisadores do estudo observaram que o risco de desenvolver câncer de mama durante e anos pós o uso varia, dependendo do tipo de hormônio(s) utilizado e a duração do uso, sendo maior para mulheres que usaram estrogênio e progesterona diários por cinco anos. Estima-se um aumento absoluto do risco de em torno de 6 a 8% para mulheres que utilizaram estrogênio e progesterona diários por cinco anos, iniciando aos 50 anos. O uso acima de cinco anos e acima de dez anos significam maior risco. O risco se mantém mesmo após dez anos de interrupção da terapia de reposição hormonal. O uso de de estrógenos vaginais não se associou com aumento de risco para câncer de mama.

Desde modo esse estudo é definitivo ao apontar que a terapia de reposição hormonal se associa com maior risco de câncer de mama. E que mulheres com câncer de mama que utilizaram a terapia de reposição hormonal têm maior risco de falecer do câncer da mama.

 

Riscos da reposição hormonal vs benefícios

Entende-se hoje que mulheres que sofrem de sintomas muito debilitantes da menopausa, como ondas de calor frequentes, insônia e alterações bruscas de humor, devem ser informadas e avaliar os riscos de câncer de mama contra os possíveis benefícios da terapia de reposição hormonal.

Amamentação: mitos e verdades

A amamentação diminui o risco de câncer de mama

 

VERDADE

  • Vários estudos confirmaram que o aleitamento materno diminui o risco de câncer de mama. Estima-se que o aleitamento materno previna até 20 mil mortes a cada ano por câncer de mama. O movimento do bebê de sugar o leite promove uma troca e renovação de células do tecido mamário e um controle hormonal que favorecem um menor desenvolvimento do câncer.

 

A amamentação por menos tempo é melhor para diminuir o risco de câncer de mama

 

MITO

  • Quanto mais prolongado for o tempo que mulher amamentar seu bebê, maior a proteção. Estudos demonstraram que a cada 12 meses de amamentação, pode-se diminuir em 4,3% as chances de aparecimento de um câncer de mama. Portanto, o aleitamento materno deve ser estimulado como exclusivo até os seis meses de vida do bebê e mantido até os dois anos de idade ou mais. Para benefício da mãe e do bebê, que terá menos risco de obesidade e sobrepeso.

 

A amamentação não modifica o risco de outros tipos de câncer

 

MITO

  • Além do risco do câncer da mama o aleitamento materno também diminui em 30% o risco de câncer de ovário. A amamentação por pelo menos três meses está associada a uma redução do risco de tumores de ovário e se mantém por muitos anos, sendo maior quanto mais a mulher amamentou e quanto mais cedo amamentou.

 

Mulheres com câncer de mama não podem amamentar

 

VERDADE

  • Apesar de todas as vantagens do aleitamento materno, algumas vezes esta não é a melhor opção para o bebê e a mãe. Um dos motivos maternos é o câncer de mama tratado ou em tratamento, ou mesmo mulheres em tratamento quimioterápico. São situações, nas quais o leite materno pode causar danos à saúde do bebê, transmitindo substâncias prejudiciais.