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Dia Nacional da Saúde: e a sua, como anda?

Comemorado em 5 de agosto, o Dia Nacional da Saúde é uma excelente oportunidade para refletirmos sobre como nossos hábitos diários influenciam nosso bem-estar a longo prazo. Saúde é movimento, alimentação consciente, sono de qualidade e mente equilibrada. É, acima de tudo, prevenção, inclusive contra o câncer.

Já parou pra pensar em como os hábitos do dia a dia impactam sua saúde no futuro?

  • Você pratica alguma atividade física regularmente?
  • Seu sono está em dia ou tem sido um desafio?
  • Já experimentou momentos de pausa, como meditação ou respiração consciente?
  • Como anda a alimentação: seu prato tem mais alimentos naturais ou industrializados?
  • Seus exames preventivos estão atualizados?
  • Já pensou em buscar ajuda para parar de fumar?

 

Estudos mostram que até 40% dos casos de câncer poderiam ser evitados com mudanças no estilo de vida. E é por isso que, como oncologista, minha missão também é te informar, apoiar e incentivar a cuidar da sua saúde antes mesmo de adoecer. Cuidar da saúde é também um ato de coragem e responsabilidade com o futuro.  Escolha cuidar de você com mais presença e propósito!

No Dia Nacional da Saúde, fica aqui o convite:
Adote hoje mesmo uma atitude preventiva: pode ser um prato mais colorido, uma caminhada de 30 minutos, uma aula de yoga ou aquele exame que você vem adiando.

Pequenas decisões, somadas, constroem grandes resultados. E a saúde que você quer no futuro começa agora.

5 de Maio – Dia Mundial de Higienização de Mãos – Ato de higienizar as mãos pode reduzir em até 40% a incidência de infecções e doenças

No dia 5 de maio é comemorado o Dia Mundial de Higienização das Mãos.  O ato de higienizar as mãos é uma atitude extremamente simples e rápida, além de ser uma das atitudes mais efetivas na prevenção de doenças. Dessa forma, nos cabe adotá-la como um hábito permanente e frequente para prevenir a transmissão de microrganismos.

As infecções associadas à atenção em saúde estão entre os eventos mais frequentes que ocorrem na prestação de serviços de saúde. Essas infecções, muitas das quais são causadas por organismos multirresistentes, prejudicam pacientes, visitantes e profissionais de saúde, representando um entrave para os sistemas de saúde. As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes. Por isso, a necessidade de tanto cuidado nesse aspecto e divulgação de campanhas e capacitações enfatizando a importância desse ato.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), com ato de higienizar as mãos é possível reduzir em até 40% a incidência de infecções e doenças. Por isso, cada vez mais, especialistas chamam a atenção sobre esta importância, principalmente os profissionais que trabalham em serviços de saúde e mantém contato direto ou indireto com os pacientes, ou aqueles que atuam na manipulação de medicamentos, alimentos e material estéril ou contaminado.

Dessa forma, entende-se que nenhuma pessoa que recebe ou presta atenção à saúde deve estar exposta ao risco de ser prejudicada por uma infecção prevenível. A higiene das mãos é um sinal de respeito às pessoas que buscam atenção à saúde. Prevenir uma infecção e sua propagação pode ter enormes benefícios para reduzir o sofrimento humano e a perda de vidas. Portanto, vamos aprender a prática correta de higienizar as mãos, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa):

  1. Abra a torneira e molhe as mãos, evitando encostar na pia;
  2. Aplique na palma da mão quantidade suficiente de sabonete líquido para ensaboar todas as superfícies das mãos;
  3.  Ensaboe as palmas das mãos;
  4.  Esfregue a palma da mão direita contra as costas da mão esquerda (e vice-versa) entrelaçando os dedos;
  5.  Entrelace os dedos e friccione os espaços entre cada dedo;
  6.  Esfregue o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta (e vice-versa), segurando os dedos, com movimento de vai-e-vem;
  7. Esfregue o polegar direito, com o auxílio da palma da mão esquerda (e vice- versa), utilizando movimento circular;
  8. Friccione as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita, fechada em concha (e vice-versa), fazendo movimento circular;
  9. Esfregue o punho esquerdo com o auxílio da palma da mão direita (e vice- versa), utilizando movimento circular;
  10. Enxágue as mãos, retirando os resíduos de sabonete. Evite contato direto das mãos ensaboadas com a torneira. Se precisar, use toalha de papel ou de outro tipo para abrir o registro;
  11. Seque as mãos com papel toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos. Toalhas de tecido podem ser usadas se você for a única pessoa a utilizá-la, mas ainda assim, lave-a a cada dois ou três dias.

**Se não houver como lavar as mãos, use álcool gel 70% e siga as mesmas orientações.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Anvisa

 

Referências:

  • https://www.paho.org/pt/campanhas/dia-mundial-higiene-das-maos-2024
  • https://www.conass.org.br/05-de-maio-dia-mundial-de-higienizacao-das-maos/
  • https://www.saude.pr.gov.br/Noticia/No-Dia-Mundial-de-Higienizacao-de-Maos-Saude-reforca-importancia-do-habito
  • https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/hupaa-ufal/comunicacao/acoes-e-campanhas/05-de-maio-de-2023-dia-mundial-de-higienizacao-das-maos-201cpitstop201d-nos-setores-marcaram-hoje-a-sensibilizacao-dos-profissionais-para-higienizacao-das-maos
  • https://www.gov.br/anvisa/pt-br/arquivos-noticias-anvisa/311json-file-1

Teste molecular para detecção de HPV

A eliminação do câncer de colo de útero como problema de saúde pública no Brasil é prioridade para o Ministério da Saúde. Para apoiar um diagnóstico mais rápido e preciso, foi incorporado ao SUS a tecnologia de testagem molecular para detecção do vírus HPV e rastreamento do câncer do colo do útero. A Portaria SECTICS/MS nº 3, de 07 de março de 2024, foi publicada no Diário Oficial da União.

Sua incorporação ao SUS foi avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia mais precisa que a já ofertada na rede. A decisão vai de encontro ao padrão internacional que considera a estratégia como padrão ouro para detecção do câncer e integra as estratégias para eliminação da doença como problema de saúde pública até 2030, pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O recurso representa um ganho para as mulheres, já que além de ser uma tecnologia eficaz para detecção e diagnóstico precoce, traz a vantagem do aumento do intervalo de realização do exame. Enquanto a forma atual de rastreio, por meio do exame Papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual, a testagem é recomendada a cada cinco anos. Essa mudança traz melhor adesão e facilita o acesso ao exame.

A incorporação é marco de uma gestão que, ciente da diversidade e desigualdades do país, busca disponibilizar tratamentos que atendam, de fato, às necessidades da população e facilitem o acesso à saúde. O câncer de colo de útero tem causa conhecida e ainda atinge muitas mulheres, principalmente, mulheres em situação de vulnerabilidade. Esse aumento na precisão, na eficiência e no intervalo do rastreamento é um grande ganho, já que facilita o acesso colocando uma inovação tecnológica de grande impacto a serviço da vida da população brasileira.

O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e o principal fator de risco para o câncer do colo do útero. Estima-se que cerca de 17 mil mulheres sejam diagnosticadas com essa doença anualmente no Brasil.

Apesar de prevenível, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente em mulheres no Brasil. Dessa forma, a oportunidade de sua prevenção pelo diagnóstico precoce e vacinação são essenciais para uma saúde feminina com maior qualidade.

 

REFERÊNCIAS

 

Vacina da dengue é indicada para pacientes em quimioterapia?

O Brasil está enfrentando um sério surto de dengue no início deste ano e um dos tópicos mais discutidos recentemente é a nova vacina contra a dengue e a possibilidade de sua administração durante o tratamento oncológico.

A vacina é formulada com vírus vivo atenuado, o que significa que em pacientes com sistema imunológico comprometido, pode causar efeitos adversos mais intensos e tardios (entre 5 a 20 dias após a aplicação). Por essa razão, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) desaconselha sua utilização durante o tratamento oncológico com quimioterapia.

O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal. O Ministério da Saúde incorporou a vacina contra a dengue em dezembro de 2023. A inclusão foi analisada de forma célere pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS), que recomendou pela incorporação. As vacinas serão destinadas a regiões de saúde com municípios de grande porte com alta transmissão nos últimos dez anos e população residente igual ou maior a 100 mil habitantes, levando também em conta altas taxas nos últimos meses. O público-alvo, em 2024, serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue.

Ressalta-se, ainda, que a vacinação não é a única forma de prevenção, a principal forma de prevenção ainda é evitar a proliferação do mosquito. Entre as ações recomendadas pelo Ministério da Saúde estão a remoção de recipientes que possam se transformar em criadouros de larvas, vedação dos reservatórios e caixas de água e desobstrução de calhas, lajes e ralos.

A proteção também deve ser feita por meio da utilização de repelentes, preferencialmente com a composição de 20% ou mais de icaridina, princípio ativo mais indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e presente em quase todos os repelentes do mercado.

 

REFERÊNCIAS