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14 de Junho – Dia Mundial do Doador de Sangue – Doação de sangue: um ato de solidariedade que salva vidas

Estamos no Junho Vermelho que é mais do que apenas uma campanha sazonal; é um lembrete poderoso da importância vital da doação de sangue para salvar vidas. Neste mês, destacamos a necessidade contínua de aumentar os estoques de sangue, uma vez que os hospitais enfrentam desafios constantes para atender às demandas dos pacientes. Em cidades como Campinas e regiões vizinhas, essa necessidade é percebida diariamente em grandes hospitais.

Tipos sanguíneos como A+ e O+ são os mais comuns na população, porém também os mais utilizados em urgências, emergências, reservas cirúrgicas e pacientes oncohematológicos e os tipos O- e AB+ podem ser frequentemente escassos, por serem mais raros.

A doação o de sangue é um ato de generosidade. No Brasil, a idade mínima para doação de sangue é de 16 anos, com consentimento dos responsáveis legais, e 18 anos sem necessidade de autorização. Além disso, o doador deve pesar no mínimo 50 kg.

Lembrando que é necessário levar um documento com foto para o dia da doação.

Neste dia, é realizado uma entrevista que irá avaliar se existem alguma contra indicação ao ato, podendo ser contra indicações temporárias, como logo após receber algumas vacinas (é necessário aguardar um período de 48 horas) e resfriados ou contra indicações definitivas: portadores de doenças infecciosas, como HIV, hepatite B e C e de doenças crônicas (doentes renais crônicos dialíticos, doenças neurológicas degenerativas e histórico atual ou prévio de câncer.) Essas medidas visam garantir a segurança tanto do doador quanto do receptor.

Embora possa haver receio em relação aos efeitos adversos durante a doação de sangue, é importante ressaltar que eles são infrequentes, mínimos e temporários. Em geral, os doadores podem sentir apenas uma leve tontura ou fraqueza, facilmente controlada com descanso e hidratação adequada.

Portanto, convido você a se juntar a essa nobre causa! Sua doação de sangue pode ser a diferença na vida de muitas pessoas. Lembre-se: doar sangue é um gesto simples, mas poderoso. Juntos, podemos fazer a diferença.

 

Pontos para doação de sangue em Campinas e região:

  • HEMOCENTRO – UNICAMP – Rua Carlos Chagas, 480 – Cidade Universitária | “Zeferino Vaz” | Barão Geraldo – Campinas-SP.
  • HEMOCENTRO – Hospital Municipal Dr. Mário Gatti – Av. Prefeito Faria Lima, 340 – Pq. Itália – Campinas-SP.
  • Posto Sumaré – Hospital Estadual de Sumaré- Av. da Amizade, 2400 Jardim Bela Vista – Sumaré – SP.
  • Centro de Hematologia Campinas Av. Júlio de Mesquita, 571- Estacionamento Gratuito: Av. Benjamin Constant, nº 1916, Cambuí – Campinas-SP.

 

Leucemias: cânceres hematológicos que acometem as células da medula óssea

As leucemias são cânceres hematológicos que acometem as células da medula óssea e, atualmente, se dividem em dois grandes grupos: as leucemias crônicas e agudas. As diferenças destas entidades são principalmente relacionadas ao tipo de células que estão doentes. Ambas possuem componentes genéticos associados ao seu aparecimento no individuo, mas não possuem fatores de riscos ambientais totalmente conhecidos e, infelizmente, não há exames de rastreio destas doenças, sendo seu curso acontecendo ao acaso.

Nas leucemias agudas, há aumento das células imaturas da medula óssea, dificultando a maturação dos demais setores celulares, portanto, fazendo com que o paciente apresente sintomas mais graves e proeminentes, como anemia mais intensas, alterações dos glóbulos brancos, aumento ou queda do numérico dessas células e alteração graves nos valores das plaquetas.

Nas leucemias crônicas, as células comprometidas são mais maduras e, normalmente, seu aparecimento é mais insidioso, ou seja, com manifestações clinicas se apresentam mais lentamente, fazendo com que os pacientes sejam pouco sintomáticos ou assintomáticos, podendo apresentar apenas alterações no hemograma. Quando sintomáticos, os pacientes podem apresentar cansaço prolongado e mantido, perda de peso, perda de apetite e aumento do tamanho do abdome as custas do aumento do baço.

Logo, apesar dessas doenças possuírem os mesmos nomes, as leucemias se diferenciam muito entre si em relação ao quadro clinico, refletindo também, no tipo do seu acompanhamento e tratamento. Sabe-se que as leucemias agudas são as doenças mais graves e precisam, necessariamente, de tratamento medicamentoso com base em quimioterapia, sendo a ausência de tratamento fatal para o paciente. Já as leucemias crônicas devem ser avaliadas pelo médico hematologista para a indicação da necessidade ou não de tratamento medicamentoso, visto que, existe um número importante de pacientes que ficarão apenas em acompanhamento clínico ambulatorial.

É preciso lembrar que sintomas mais importantes e mantidos exigem procura médica imediata, são: cansaço importante, infecções de repetição, sangramentos de mucosas, manchas roxas e vermelhas em excesso pelo corpo, aumento de baço e aumento dos linfonodos sem infecções vigentes aparentes. É importante lembrar que na vigência de qualquer um destes sintomas ou alterações importantes do hemograma é necessária a avaliação clínica do médico hematologista, pois somente assim, poderemos guiar a melhor forma de diagnóstico com a correta diferenciação do subtipo da leucemia e o qual será o seu acompanhamento e tratamento.

Linfoma: mais chances de cura e aumento de expectativa de vida

Receber o diagnóstico de linfoma não é fácil, porém a história dos linfomas vem mudando ao longo das décadas. Este tipo câncer tem sua gênese no acometimento dos órgãos linfáticos e foi descrito pela primeira vez em 1892, por um médico patologista britânico, que avaliou características típicas de linfonodos daquelas pessoas que foram a óbito e, naquela época, essas mortes não possuíam causas conhecidas. Desde a sua descrição até os dias de hoje, houve uma evolução importante em relação ao conhecimento sobre os linfomas.

Descobriu-se mais sobre como esta doença se manifesta no corpo humano e sobre sua gravidade. Constatou-se a necessidade de diferenciar seus subtipos, identificando que cada tipo de linfoma possui características e com evoluções clínicas distintas, levando a tratamentos diferentes entre si.

O avanço do conhecimento geral da doença fez com que mais médicos aumentem a expertise na suspeita e no diagnóstico, levando a diagnóstico mais rápidos e mais direcionados. Além disso, houve uma evolução exponencial nas terapias com o surgimento novas drogas quimioterápicas, adição de medicamentos direcionadas a cada biologia tumoral (terapias-alvo) e o acréscimo da imunoterapia. Portanto, o que anteriormente eram considerados tratamentos restritos e com efeitos colaterais significativos, hoje dispomos de novas tecnologias com melhores repostas para os pacientes.

É importante lembrar que houve também uma melhoria no tratamento para os pacientes que não responderam inicialmente ao tratamento padrão ou inicial. Estes pacientes são aqueles considerados pacientes com doenças refratárias, com recaída de doença. Há, ainda, diferentes tipos de medicamentos para os pacientes idosos e/ou portadores de outras doenças sistêmicas, que merecem melhores respostas com menor quantidade de efeitos colaterais.

Apesar do diagnóstico de um câncer ser um momento difícil, sabe-se que, atualmente, os pacientes portadores de linfoma contam com a evolução da ciência e das terapias modernas, aumentando, portanto, suas chances de cura e expectativa de vida.