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14 de Junho – Dia Mundial do Doador de Sangue – Doação de sangue: um ato de solidariedade que salva vidas

Estamos no Junho Vermelho que é mais do que apenas uma campanha sazonal; é um lembrete poderoso da importância vital da doação de sangue para salvar vidas. Neste mês, destacamos a necessidade contínua de aumentar os estoques de sangue, uma vez que os hospitais enfrentam desafios constantes para atender às demandas dos pacientes. Em cidades como Campinas e regiões vizinhas, essa necessidade é percebida diariamente em grandes hospitais.

Tipos sanguíneos como A+ e O+ são os mais comuns na população, porém também os mais utilizados em urgências, emergências, reservas cirúrgicas e pacientes oncohematológicos e os tipos O- e AB+ podem ser frequentemente escassos, por serem mais raros.

A doação o de sangue é um ato de generosidade. No Brasil, a idade mínima para doação de sangue é de 16 anos, com consentimento dos responsáveis legais, e 18 anos sem necessidade de autorização. Além disso, o doador deve pesar no mínimo 50 kg.

Lembrando que é necessário levar um documento com foto para o dia da doação.

Neste dia, é realizado uma entrevista que irá avaliar se existem alguma contra indicação ao ato, podendo ser contra indicações temporárias, como logo após receber algumas vacinas (é necessário aguardar um período de 48 horas) e resfriados ou contra indicações definitivas: portadores de doenças infecciosas, como HIV, hepatite B e C e de doenças crônicas (doentes renais crônicos dialíticos, doenças neurológicas degenerativas e histórico atual ou prévio de câncer.) Essas medidas visam garantir a segurança tanto do doador quanto do receptor.

Embora possa haver receio em relação aos efeitos adversos durante a doação de sangue, é importante ressaltar que eles são infrequentes, mínimos e temporários. Em geral, os doadores podem sentir apenas uma leve tontura ou fraqueza, facilmente controlada com descanso e hidratação adequada.

Portanto, convido você a se juntar a essa nobre causa! Sua doação de sangue pode ser a diferença na vida de muitas pessoas. Lembre-se: doar sangue é um gesto simples, mas poderoso. Juntos, podemos fazer a diferença.

 

Pontos para doação de sangue em Campinas e região:

  • HEMOCENTRO – UNICAMP – Rua Carlos Chagas, 480 – Cidade Universitária | “Zeferino Vaz” | Barão Geraldo – Campinas-SP.
  • HEMOCENTRO – Hospital Municipal Dr. Mário Gatti – Av. Prefeito Faria Lima, 340 – Pq. Itália – Campinas-SP.
  • Posto Sumaré – Hospital Estadual de Sumaré- Av. da Amizade, 2400 Jardim Bela Vista – Sumaré – SP.
  • Centro de Hematologia Campinas Av. Júlio de Mesquita, 571- Estacionamento Gratuito: Av. Benjamin Constant, nº 1916, Cambuí – Campinas-SP.

 

8 de maio – Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Ovário – 5 sintomas silenciosos do câncer de ovário

O câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero. Como acontece com outros tipos de câncer, quanto mais cedo for feito o diagnóstico de câncer de ovário, maior será a chance de cura. Porém, no caso do câncer de ovário é difícil chegar a um diagnóstico precoce, pois a maioria das mulheres apresenta poucos ou nenhum sintoma.

Por isso o câncer de ovário é conhecido como o “assassino silencioso”. Estima-se que cerca de 7.300 mulheres no Brasil serão diagnosticadas com câncer de ovário em 2024. Assim, as mulheres devem ficar atentas a esses cinco sintomas silenciosos para aumentar as chances de detecção precoce.

 

  1. Inchaço
    O inchaço pode ser um sintoma comum para algumas mulheres durante o ciclo menstrual, mas também pode ser um sintoma de câncer de ovário. Pode ser uma sensação persistente de saciedade depois de comer muito pouco.
    Se não puder ser associada à época do ciclo menstrual ou se parecer estar piorando, é hora de consultar um ginecologista.

    2. Dor abdominal ou pélvica
    Uma dor persistente ou que ocorre na maioria dos dias, no estômago ou na região pélvica, é outro sintoma silencioso ao qual se deve estar atento. Pode ser um tipo diferente de dor que piora progressivamente. Ou também aparecimento de dor durante a relação sexual.

 

  1. Fadiga
    O terceiro sintoma silencioso é a sensação de cansaço, que não melhora com mais descanso. Se for uma sensação persistente é necessário avaliar para ter certeza de que não se trata de algo mais sério.

    4.Mudanças nos hábitos intestinais
    Se uma mulher começar a ter problemas repentinos de intestino preso ou diarreia, isso pode ser um sinal de câncer de ovário. Geralmente, é um sintoma que se mantém por bastante tempo.

    5. Urinar frequentemente
    O último sintoma silencioso do câncer de ovário é que algumas mulheres sentirão que precisam urinar com mais frequência do que o normal. Também pode aparecer como uma sensação de queimação ou pressão durante urinar.

 

Identificou algum desses sintomas?

 

Sugerimos:

– Procurar um profissional de saúde se tiverem problemas persistentes, graves ou que se agravem com qualquer um dos cinco sintomas silenciosos.
– É importante que a mulher seja avaliada se estiver percebendo diferenças em seu corpo.

-Dependendo dos sintomas e do exame pode ser indicado uma avaliação laboratorial e exames de imagem.

A educação capacita cada mulher a reconhecer possíveis sintomas, assumir o controle de sua saúde e procurar atendimento médico rapidamente quando necessário.

 

26 de abril – Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial – Quais são os medicamentos oncológicos que precisam de atenção!

Filippo Diotto

Cardiologista

Cremesp 169.593

 

Hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença comum e frequente na população adulta. Possui aumento da incidência com incremento da idade, com mais frequência em pacientes sobreviventes ao câncer quando comparado com a população geral.

A doença deverá ser diagnosticada prontamente e tratada uma vez que a HAS e as neoplasias possuem fatores de riscos em comum, como obesidade, sedentarismo e diabetes.

Alguns medicamentos oncológicos que podem afetar a pressão arterial incluem os inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe e o sunitinibe, além de alguns quimioterápicos, como a cisplatina e a doxorrubicina. É importante monitorar de perto a pressão arterial durante o tratamento com esses medicamentos e informar ao médico sobre quaisquer alterações.

Pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, a meta de pressão arterial em pacientes com câncer é a mesma da do paciente sem câncer, ou seja, menor que 130×80 mmHg. A busca ativa de sintomas e rastreio de HAS deverá ser feita em toda consulta com o objetivo de realizar um diagnóstico precoce e imediato tratamento. A prevenção deverá ser instituída para todos os pacientes, principalmente oncológicos, estimulando atividade física regular, sono adequado, dieta equilibrada e manejo do estresse.

Referência: Diretriz Brasileira de Cardio-oncologia 2020.

Dia Mundial do Combate ao Câncer – Alerta para necessidade de vida saudável

As datas são próximas e essa não é uma coincidência. O Dia Mundial da Saúde e o Dia Mundial do Combate ao Câncer – celebrados nos dias 7 e 8 de abril – estão intimamente ligados e essa relação vem sendo reforçada já há algum tempo em todo o mundo. Para se ter uma ideia, pacientes com câncer estão incorporando a atividades física ao tratamento e os resultados têm sido positivos e comprovados cientificamente. Um estudo publicado na revista JAMA em julho de 2023 aponta que 3,5 minutos de exercícios físicos vigorosos por dia podem reduzir em 18% o risco de desenvolver câncer. Se a intensidade e a duração do treino forem aumentadas para 4,5 minutos diários, o risco de câncer diminui em até 32%. O estudo, liderado pelo Dr. Emanuel Stamatakis, da Universidade de Sidney, na Austrália, é resultado do acompanhamento de mais de 22 mil adultos.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deve registrar até 2025, 704 mil novos casos por ano da doença, sendo 70% deles concentrados na região sudeste do país. O câncer está entre as doenças que mais matam no mundo e, ainda assim, é considerada uma doença crônica no Brasil, recebendo o mesmo aporte de outras doenças bem menos complexas.  Para os oncologistas brasileiros, o Dia Mundial do Combate ao Câncer, vem cercado de desafios e o primeiro deles é conscientizar as pessoas sobre a necessidade da mudança do estilo de vida. André Sasse, oncologista clínico e CEO do Grupo SOnHe explica que cada vez mais as evidências comprovam que uma vida saudável pode ajudar a prevenir muitos tipos de câncer e a tratar outros tantos. “É claro que temos condições genéticas que não podem ser descartadas, mas, de maneira geral, a pessoa que é ativa tem menos chance de desenvolver câncer e o paciente que incorpora a vida saudável, mesmo que durante o tratamento, responde de maneira ainda mais satisfatória”, pontua o oncologista.

A expectativa é de que ano de 2024 apresente números mais reais no que se refere ao diagnóstico de novos casos de câncer, já que é o primeiro ano sem os reflexos da pandemia. O aumento da expectativa de vida dos brasileiros é outro fator que deve ser levado em consideração e que, a longo prazo, impactará a forma de lidar com a doença. Para André Sasse, oncologista clínico e CEO do Grupo SOnHe, o aumento no número de casos de câncer no Brasil, seja derivado do represamento de diagnósticos no período da pandemia ou em função do aumento da expectativa de vida dos brasileiros, indica a necessidade de uma mudança na forma de lidar com a doença. “Precisamos reconhecer o câncer como um problema de saúde púbica nacional, que precisa de uma política específica, mas também precisamos entender que a prevenção existe e pode ser incorporada à rotina por meio da mudança de estilo de vida”, explica Sasse.

A prevenção ao câncer por meio de uma vida mais saudável está relacionada a algumas alterações na rotina, como a incorporação da atividade física no dia a dia, a redução no consumo de álcool, tabaco e de carne vermelha, que, comprovadamente, pode ser responsável pelo desenvolvimento de um tipo específico de câncer. Para André Sasse, movimentos como a segunda-feira sem carne são importantes para que as pessoas reflitam sobre o que estão construindo para o futuro. “A vida moderna nos apresenta uma realidade mais fácil do ponto de vista da praticidade em função da tecnologia. Por outro lado, esse imediatismo nos desconecta de nós mesmos, da nossa saúde. E é preciso que o cuidado seja constante”, pontua o oncologista.

 

 

 

 

 

Teste molecular para detecção de HPV

A eliminação do câncer de colo de útero como problema de saúde pública no Brasil é prioridade para o Ministério da Saúde. Para apoiar um diagnóstico mais rápido e preciso, foi incorporado ao SUS a tecnologia de testagem molecular para detecção do vírus HPV e rastreamento do câncer do colo do útero. A Portaria SECTICS/MS nº 3, de 07 de março de 2024, foi publicada no Diário Oficial da União.

Sua incorporação ao SUS foi avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia mais precisa que a já ofertada na rede. A decisão vai de encontro ao padrão internacional que considera a estratégia como padrão ouro para detecção do câncer e integra as estratégias para eliminação da doença como problema de saúde pública até 2030, pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O recurso representa um ganho para as mulheres, já que além de ser uma tecnologia eficaz para detecção e diagnóstico precoce, traz a vantagem do aumento do intervalo de realização do exame. Enquanto a forma atual de rastreio, por meio do exame Papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual, a testagem é recomendada a cada cinco anos. Essa mudança traz melhor adesão e facilita o acesso ao exame.

A incorporação é marco de uma gestão que, ciente da diversidade e desigualdades do país, busca disponibilizar tratamentos que atendam, de fato, às necessidades da população e facilitem o acesso à saúde. O câncer de colo de útero tem causa conhecida e ainda atinge muitas mulheres, principalmente, mulheres em situação de vulnerabilidade. Esse aumento na precisão, na eficiência e no intervalo do rastreamento é um grande ganho, já que facilita o acesso colocando uma inovação tecnológica de grande impacto a serviço da vida da população brasileira.

O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo e o principal fator de risco para o câncer do colo do útero. Estima-se que cerca de 17 mil mulheres sejam diagnosticadas com essa doença anualmente no Brasil.

Apesar de prevenível, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente em mulheres no Brasil. Dessa forma, a oportunidade de sua prevenção pelo diagnóstico precoce e vacinação são essenciais para uma saúde feminina com maior qualidade.

 

REFERÊNCIAS

 

Vacina da dengue é indicada para pacientes em quimioterapia?

O Brasil está enfrentando um sério surto de dengue no início deste ano e um dos tópicos mais discutidos recentemente é a nova vacina contra a dengue e a possibilidade de sua administração durante o tratamento oncológico.

A vacina é formulada com vírus vivo atenuado, o que significa que em pacientes com sistema imunológico comprometido, pode causar efeitos adversos mais intensos e tardios (entre 5 a 20 dias após a aplicação). Por essa razão, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) desaconselha sua utilização durante o tratamento oncológico com quimioterapia.

O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal. O Ministério da Saúde incorporou a vacina contra a dengue em dezembro de 2023. A inclusão foi analisada de forma célere pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS), que recomendou pela incorporação. As vacinas serão destinadas a regiões de saúde com municípios de grande porte com alta transmissão nos últimos dez anos e população residente igual ou maior a 100 mil habitantes, levando também em conta altas taxas nos últimos meses. O público-alvo, em 2024, serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue.

Ressalta-se, ainda, que a vacinação não é a única forma de prevenção, a principal forma de prevenção ainda é evitar a proliferação do mosquito. Entre as ações recomendadas pelo Ministério da Saúde estão a remoção de recipientes que possam se transformar em criadouros de larvas, vedação dos reservatórios e caixas de água e desobstrução de calhas, lajes e ralos.

A proteção também deve ser feita por meio da utilização de repelentes, preferencialmente com a composição de 20% ou mais de icaridina, princípio ativo mais indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e presente em quase todos os repelentes do mercado.

 

REFERÊNCIAS

 

 

Faço tratamento oncológico: posso comer chocolate?

Os povos antigos, como os maias e os astecas, cultivavam o cacau e preparavam uma bebida chamada “xocolātl”, feita de grãos de cacau torrados e moídos misturados com água, especiarias e, às vezes, mel. Ao longo dos séculos, foram sendo introduzidos outros ingredientes, como açúcar e mel, até chegar ao chocolate que conhecemos hoje. A produção em larga escala só começou no século XIX, com o desenvolvimento de processos industriais para a fabricação.

Ele pode oferecer diversos benefícios quando consumido com moderação. Os antioxidantes podem ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas, melhorar o humor devido à liberação de endorfinas e até mesmo fornecer nutrientes como ferro, magnésio e potássio.

Pacientes com câncer devem consultar seus médicos ou nutricionistas para orientações específicas sobre seus casos. Em geral, o consumo moderado de chocolate escuro é o ideal. Seu alto teor de cacau pode ter mais benefícios devido aos antioxidantes e outros compostos presentes. É importante sempre considerar caso a caso, o estado de saúde individual de cada um, suas restrições dietéticas e possíveis interações com tratamentos médicos. Algumas vezes, o açúcar e a gordura adicionados em chocolates comerciais podem não ser ideais para certos pacientes com câncer.

Referências:

  1. PORRO, Antonio. Cacau e chocolate: dos hieroglifos à cozinha ocidentel. Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, v. 5, p. 279-284, 1997.
  2. MARTIN, Maria Angeles; GOYA, Luis; RAMOS, Sonia. Potential for preventive effects of cocoa and cocoa polyphenols in cancer. Food and chemical toxicology, v. 56, p. 336-351, 2013.

Você conhece os componentes presentes no nosso sangue?

Produzido pela medula óssea, nosso sangue é formado por plasma e células. O plasma é constituído por água, proteínas, sais, lipídios, hormônios e vitaminas. As células são os glóbulos vermelhos (eritrócitos ou hemácias), os glóbulos brancos (leucócitos) e as plaquetas.

As plaquetas são fragmentos de grandes células (megacariócitos) que atuam na coagulação do sangue, defesa do organismo, reparo de lesões e resolução do processo inflamatório.

As hemácias são células sanguíneas que carregam hemoglobina sendo responsáveis pelo transporte do oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo e pela retirada do gás carbônico desses tecidos para ser eliminado pelos pulmões. São também responsáveis por modular a imunidade inata.

Os leucócitos são responsáveis pela defesa do nosso organismo contra substâncias estranhas e contra agentes infecciosos como vírus ou bactérias. Originam-se de células células-tronco na medula óssea se diferenciando em neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos e linfócitos.

Neutrófilos, em torno de 60 a 70% dos leucócitos, tem a função fagocitar (englobar e destruir) bactérias, outros microrganismos e partículas estranhas que invadem o corpo.

Linfócitos, cerca de 20 a 30% dos leucócitos, se subdividem em três tipos principais (que terão outras subdivisões). Linfócitos B se diferenciam em plasmócitos, que são responsáveis pela produção de anticorpos (imunidade humoral) e neutralizam e destroem antígenos e invasores do organismo. Atuam também como uma espécie de memória, sendo ativados e produzindo anticorpos mais rapidamente quando somos expostos novamente a um micro-organismo que já encontramos anteriormente. Linfócitos T são responsáveis por ativar e regular Linfócitos T e B (subtipo T auxiliar), matar células estranhas (T citotóxicos) e autorregular a resposta inflamatória (T regulador). Linfócitos NK, ou Natural Killer, são células matadoras naturais, que mesmo sem estímulo, atacam micro-organismos e células tumorais.

Eosinófilos, em torno de 2 a 4% dos leucócitos, atuam na fagocitose dos complexos antígeno-anticorpo e modulam a resposta alérgica e inflamatória. Basófilos, cerca de 0,5 a 1% dos leucócitos, liberam histamina, que atua na resposta inflamatória e alérgica.

Monócitos, em torno de 3 a 8% dos leucócitos, se transformam em macrófagos, que são células que fagocitam microrganismos (bactérias, fungos e vírus) e células mortas.

O hemograma é um exame de sangue simples que analisa os componentes sanguíneos (leucócitos, hemácias e plaquetas), seus formatos e quantidades sendo parte vital da avaliação inicial feita pelo hematologista.

 

 

20 DE MARÇO – Dia Mundial da Saúde Bucal – Saúde bucal do paciente com câncer

Bruna Sabino

Cirurgiã Dentista

CRO 105.586

 

A saúde bucal é sempre um assunto que merece muita atenção; entretanto, o tema é ainda mais importante quando falamos de pacientes com câncer, que requerem cuidados especiais para manter sua qualidade de vida e bem-estar.

As manifestações ou complicações orais mais frequentes são: mucosite (inflamação da mucosa), candidíase oral, xerostomia (boca seca), cárie de radiação, disgeusia (perda e/ou alterações do paladar), trismo muscular, alterações vasculares e osteorradionecrose.

Muitos pacientes, no intervalo de 7 a 15 dias após o início do tratamento, apresentam risco de desenvolvimento de lesões bucais, dentárias e periodontais, que podem estar relacionados à quimioterapia, radioterapia e com os focos odontogênicos preexistentes.

Em pacientes que recebem quimioterapia mielosupressiva, os efeitos adversos mais comuns são representados por: neutropenia, imunidade comprometida, que deixa o paciente mais susceptível às infecções bacterianas, virais e fúngicas, e a trombocitopenia, diminuição das plaquetas, podendo ocorrer sangramento gengival durante a escovação e até mesmo espontaneamente.

A xerostomia é quando a boca fica excessivamente seca. Isso acontece devido às alterações nas glândulas salivares, causadas principalmente pela radioterapia. Com a ausência do efeito protetor da saliva, pode ocorrer mau hálito, aumento da ocorrência de cáries, dificuldade na mastigação e mucosa mais vulnerável às infecções. Outras consequências da xerostomia são a atrofia das papilas da língua, inflamação e fissuras, resultando em maior sensibilidade bucal, provocando sensação de ardência e em alguns casos dor. Com a diminuição da salivação pode ocorrer má adaptação de próteses e traumas sucessivos na mucosa oral.

Além disso, durante o tratamento pode haver complicações na gengiva, como a doença periodontal, que é uma inflamação gengival que, em casos extremos, pode provocar mobilidade dentária e a perda dos dentes.

Já a mucosite é uma inflamação da mucosa, de condição ulcerativa, que se manifesta não somente na boca, mas em todo o trato gastrointestinal. Suas lesões podem ser extremamente dolorosas, podendo dificultar ou impedir que o paciente consiga ingerir alimentos sólidos e, em casos extremos, até mesmo a água.

Alguns agentes modificadores ósseos – bifosfonatos –, prescritos para a prevenção de eventos ósseos, como fraturadas patológicas, em pacientes com metástases ósseas, apresentam risco de causarem osteonecrose dos maxilares.

Por esses motivos, é aconselhável que todo paciente com diagnóstico de câncer seja encaminhado para uma avaliação odontológica antes de iniciar o tratamento e, principalmente, para aqueles em que o tratamento for para câncer de cabeça e pescoço ou se for prevista uma imunossupressão profunda e prolongada, no caso do transplante medula óssea. Além disso, o cirurgião dentista também irá acompanhar o paciente em todo o processo do tratamento, durante e após a quimioterapia e radioterapia, de modo a diagnosticar e tratar as alterações bucais decorrentes do tratamento.

O acompanhamento odontológico é importante de modo que o paciente seja orientado em relação ao uso correto do fio dental, técnicas de escovação, características das cerdas das escovas, uso e tipo de enxaguatórios bucais, utilização de saliva artificial para o tratamento da xerostomia, cuidados com os aparelhos protéticos, orientação quanto à higiene oral para a manutenção da cavidade oral livre de infecção, reduzindo e prevenindo os riscos de desenvolver infecção localizada e sistêmica durante períodos de neutropenia. Mais ainda: o cirurgião dentista, também utilizará da laserterapia, uma modalidade de tratamento para os efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia, que tem como objetivo a reparação celular, acelerar o processo de cicatrização, analgesia, prevenção e tratamento da mucosite oral.

O importante é saber que é possível prevenir e controlar cada um destes sintomas e a principal ferramenta para isso é a manutenção rigorosa da higiene bucal e o cuidado odontológico antes, durante e após as terapias para o câncer. O trabalho multidisciplinar é fundamental para o sucesso do tratamento oncológico. Logo, o acompanhamento odontológico, proporcionará mais conforto e bem-estar durante as diversas fases do tratamento, impactando positivamente na qualidade de vida do paciente.

 

 

14 de março – Dia Mundial do Rim – O que devo saber sobre câncer de rim?

Qual a data comemorativa para o “Dia do Rim” em 2024?

– 14/03/2024.

– Esta data foi idealizada pela Sociedade Internacional de Nefrologia.

 

Quais os profissionais que cuidam da saúde do rim?

– Os nefrologistas e urologistas são os profissionais responsáveis por cuidar das diversas doenças que podem afetar os rins.

 

Existe câncer de rim?

– Sim.

– O câncer de rim é um tumor relativamente raro; responde por aproximadamente 5% dos canceres em indivíduos adultos.

– No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) não dispõe de dados estatísticos sobre incidência do câncer renal.

 

O câncer de rim aparece mais em homens ou mulheres?

– O câncer de rim é duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres.

 

Quais são os sintomas do câncer do rim?

– Na maioria das vezes, o câncer de rim não apresenta sintomas.

– É frequentemente diagnosticado ao acaso, após a realização de exames de imagem do abdome (ultrassom ou tomografia).

– A presença de sintomas sugere um quadro mais avançado. Dentre os sintomas, estão sangramento urinário, dor abdominal, perda de peso e até mesmo o aumento do volume renal, configurando uma massa (tumoração) que pode ser palpada no abdome.

 

Qual é o câncer de rim mais comum?

– O tipo de câncer renal mais comum é o carcinoma renal de células claras.

– Ele tem este nome pelas características das células cancerígenas quando vistas ao microscópio.

 

O câncer de rim é genético?

– Na maioria das vezes não.

– Existem síndrome genéticas (a maioria delas raras) que cursam com tumores no rim, às vezes de maneira recorrente. A mais conhecida é a síndrome de Von Hippel Lindau.

 

O câncer de rim pode gerar metástases?

– Sim. Todo câncer pode, teoricamente.

– Os locais mais frequentes de metástases são os ossos e os pulmões

 

Como é o tratamento do câncer do rim?

– É importante procurar profissionais especialistas.

– O tratamento do câncer de rim deve ser conduzido por urologistas, oncologistas e nefrologistas.

– A cirurgia tem um papel importante, uma vez que retira a doença. Existem urologistas especialistas em uro-oncologia.

– Às vezes, é necessário retirar todo o rim e, portanto, o monitoramento da saúde do rim que fica é muito importante. Aí entra o nefrologista.

– Após a cirurgia, alguns pacientes vão precisar de tratamento complementar com medicamentos. O oncologista é quem orienta essa parte do tratamento.

 

E para o câncer de rim com metástases? Existe tratamento?

– Felizmente, a oncologia evoluiu muito e, hoje, conta com medicamentos que conseguem controlar a doença por um longo tempo.

– A imunoterapia tem grande papel no tratamento do câncer do rim. Existem tratamentos com associação de imunoterápicos.

– Existem também medicamentos orais (como os inibidores de tirosina quinase) que podem ser utilizados para controle do câncer de rim; eles também podem ser combinados a imunoterapia.