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As fotos de evento na Harley-Davidson sobre saúde feminina, em Campinas

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Confira as fotos do evento sobre saúde feminina, na Cia Athlética, em Campinas

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5) o que a vivência com as pacientes me ensina?

4) Quais são as maiores inovações e avanços no tratamento do câncer de mama

3) Todo câncer de mama é igual?

2) É possível reduzir o risco de um câncer de mama aparecer?

1) É possível aumentar as chances de ser curada de um câncer de mama?

Prêmio Nobel de Medicina 2018: imunoterapia no câncer em foco

A imunoterapia tem se destacado nos últimos anos como o tratamento mais promissor no controle e no combate ao câncer em fases mais avançadas, com metástases para outros órgãos. Desde 2010, algumas drogas desta classe já estão disponíveis no mundo e no Brasil e o número de medicamentos certamente vai aumentar nos próximos anos.

O nosso sistema imunológico tem a capacidade de reconhecer células alteradas (anormais) ou outros microrganismos – tais como bactérias e vírus – circulando pelo corpo e, a partir disso, destrói essas células ou microrganismos. Para isso, conta com um arsenal de mecanismos de defesa, orquestrados pelos linfócitos. Os linfócitos são as nossas células mais importantes de defesa. São como soldados do nosso corpo.

O que acontece quando temos um tumor, é que nossos soldados (linfócitos) começam a atacar as células tumorais. Porém, com o passar do tempo, o tumor é capaz de produzir e expressar proteínas que inibem a ação dos linfócitos. É como se, com o tempo, os linfócitos ficassem mais fracos e cansados e parassem de combater o tumor. Com isso, o câncer tem sinal verde para crescer e se espalhar.

Dois grandes pesquisadores, os médicos imunologistas James P. Allison, da Universidade do Texas e do Centro MD Anderson, Houston, nos EUA, e Tasuko Honjo, da Universidade de Kyoto, no Japão, identificaram duas dessas proteínas que nocauteiam os linfócitos e, a partir disso, ajudaram no desenvolvimento de medicamentos que permitem o sistema imunológico se reativar e atacar o câncer novamente de forma mais eficaz. É como se os nossos soldados que estavam cansados voltassem a ter energia para combater as células cancerígenas.

Essas descobertas estão mudando a forma como tratamos vários tipos de câncer e têm trazido um aumento na qualidade de vida e no tempo de vida dos pacientes; um avanço nunca antes visto com a quimioterapia convencional.  Alguns pacientes atingem a cura, o que era impensável para um câncer metastático até alguns anos atrás.

As descobertas levaram James Allison e Tasuko Honjo ganharem, juntos, o Prêmio Nobel de Medicina de 2018, divulgado em 1º de outubro de 2018, dada a importância de suas descobertas. J. Allison relatou pela primeira vez a via do CTLA-4, a partir da qual se desenvolveu o medicamento ipilimumab, o primeiro a aumentar o tempo de vida de pacientes com um câncer de pele chamado melanoma, depois de anos de pesquisas frustradas com quimioterapia. Já Tasuko identificou a via de inibição do PD-1, a partir da qual se desenvolveu as medicações anti PD-1 e anti PDL-1, como nivolumab, pembrolizumab, atezolizumab, durvalumab, avelumab e outras. Hoje, estas medicações já são usadas com resultados animadores no tratamento de tumores de pele, pulmão, rim, cabeça e pescoço e, certamente, serão usadas em vários outros tumores.

Como estes medicamentos reativam o sistema imune, eles não são isentos de efeitos colaterais. E os efeitos mais comuns estão justamente relacionados à um ataque daqueles soldados (linfócitos) contra células sadias do nosso corpo, causando processo inflamatório e, eventualmente, destruição de vários órgãos, tais como pulmão, fígado, pele, glândulas. A vantagem é que estes efeitos não são tão comuns e, quando acontecem, tendem a ser brandos.

Vivemos uma nova era no tratamento do câncer e a compreensão de como nosso sistema imunológico atua neste processo nos tem permitido alçar voos mais altos. E, graças aos médicos e pesquisadores como J. Allison e Tasuko Honjo, mais pacientes com câncer avançado têm vivido por mais tempo e com mais qualidade de vida. Prêmio mais do que merecido e que estimula mais investimentos na descoberta de novos tratamentos contra o câncer.

Cigarro, narguilé e maconha: existe relação com o câncer?

Recentemente no nosso blog, falamos sobre os perigos do tabagismo e do uso de narguilé. Porém, essas não são as únicas práticas recreativas nocivas à saúde. A maconha é uma droga cujo uso tem crescido, sendo a substância ilícita mais consumida no mundo e que pode ter consequências maléficas para os seus usuários, dentre elas o câncer.

Em maio, falamos um pouco sobre o tabagismo e sobre como esse hábito – que envolve inalar mais de 4.000 substâncias tóxicas, sendo 70 cancerígenas – pode afetar a nossa saúde. O tabaco causa perto de 90% dos cânceres de pulmão e tem relação com 30% das mortes por todas as neoplasias malignas. Além disso, aumenta muito o risco de doenças cardiovasculares e causa danos consideráveis aos órgãos do corpo, envelhecendo a pele e prejudicando a capacidade de respirar. Vimos também que a melhor opção é sempre deixar de fumar, não só para a pessoa, mas também para os familiares e amigos que convivem com a mesma, visto que o fumo passivo também é um risco. Para parar, não adianta, o indivíduo tem que conhecer os riscos a que ele está exposto e saber que está usando uma droga que vicia e mata.

Em outro post, o Dr. David Cunha mostrou que o narguilé é uma nova moda entre os jovens e adultos. O seu uso se baseia na aspiração de fumaça de diversas substâncias através de um cachimbo acoplado a um recipiente com água. Muitas vezes os usuários referem, erroneamente, que a prática não traz malefícios. Mas estudos mostram que uma rodada de narguilé (aproximadamente 45 minutos) equivale a fumar 100 cigarros. Desse modo, as consequências vêm junto com a utilização: câncer de pulmão, de cavidade oral e garganta, doenças cardiovasculares e enfisema pulmonar. Além disso, a dependência química também pode ocorrer, já que altos níveis de nicotina também são inalados, e há o risco inclusive de infecções por compartilhamento do cachimbo entre as pessoas.

Em relação à maconha, estima-se que aproximadamente 180 milhões de pessoas façam uso no planeta. Apesar de algumas pessoas a considerarem inofensiva, diversos problemas advêm do seu uso.

Dependência química, problemas vasculares, doenças psiquiátricas, alterações pulmonares agudas, infertilidade são alguns exemplos. Alguns estudos mostram que pode haver um aumento pequeno no risco de infarto do coração e acidente vascular cerebral (AVC), mais conhecido como derrame. Outros trabalhos associam o uso regular da maconha com redução da cognição, ou seja, piora da capacidade de raciocinar. Dentre os problemas psiquiátricos, os usuários apresentam maior risco de desenvolver esquizofrenia, com um aumento de aproximadamente 24%. Ademais, ansiedade, depressão, transtorno bipolar, parecem ter alguma relação com o uso da substância. E não podemos esquecer que o uso de drogas como a maconha pode levar também ao desenvolvimento de dependência a outras drogas, como o próprio cigarro e o álcool, além de ser uma porta de entrada para outras mais pesadas.

Sobre a relação com o câncer, os estudos, apesar de serem de evidência científica reduzida, mostram que há aumento de ocorrência de alguns tipos de câncer. O de testículo é um deles. Pesquisadores notaram um aumento de 150% na incidência deste tipo de tumor entre pessoas que usavam maconha. Em relação ao câncer de pulmão, a maconha leva a alterações diretas no tecido pulmonar, que predispõem ao desenvolvimento de tumores malignos, já que irrita e lesa as células do parênquima dos pulmões.

Apesar dos efeitos deletérios do seu uso regular, a maconha tem se mostrado útil para a medicina, já que tem sido usada em algumas situações específicas, como controle de dor, falta de apetite e de náuseas e vômitos em pacientes com câncer. Os estudos são controversos, porém alguns mostram alguma melhora do enjoo pós-quimioterapia em pacientes que não tiveram sucesso usando as medicações comuns. O mesmo aconteceu com o nível de dor quando doentes com câncer avançado foram tratados, sem sucesso, com medicações analgésicas normalmente utilizadas pelos médicos. Outro uso foi o de estimulador de apetite em pessoas com falta dele. Entretanto, devemos nos lembrar dos efeitos adversos do uso da droga e que não se sabe quais podem ser as consequências do uso à longo prazo. De qualquer maneira, os compostos derivados da maconha ou a própria planta para consumo não são liberados no nosso país.

É isso aí! Fora os estudos com algum papel da maconha na medicina, o tabagismo, o narguilé e a maconha são hábitos com muitos efeitos colaterais e devem ser combatidos e evitados, a fim de promover melhor saúde para nosso corpo e nossa mente. Praticar esportes, encontrar amigos, trabalhar, explorar a natureza, todos esses bons hábitos podem ser o caminho para uma vida sem drogas e com saúde!

 

Referências:

www.uptodate.com

Vídeo: Direto do 19º Congresso Mundial de Câncer de Pulmão, em Toronto, Canadá