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Como se proteger do coronavírus com evidência?

No meio da pandemia, estamos sendo bombardeados com informações sobre o que fazer (e não fazer) para evitar ser contaminado pelo novo coronavírus. E, hoje, vamos falar de um artigo publicado numa das maiores revistas científicas do mundo, a The Lancet, e que é atualmente a melhor evidência sobre a “etiqueta da proteção”.

Já sabemos de forma clara que o isolamento social é o método mais efetivo e, que, portanto, enquanto o número de casos e óbitos não iniciar sua curva decrescente, o ideal é que fiquemos em casa, o máximo possível. Entretanto, sabemos que muitas pessoas não têm opção: seja porque trabalham em serviços (realmente) essenciais ou mesmo porque (realmente) necessitam do trabalho para manter seu sustento e não passar fome. E é nessa situação devemos lembrar o que já está sendo repetido inúmeras vezes: devemos praticar o distanciamento entre as pessoas e usar máscaras.

E foi isso que o artigo publicado neste mês mostrou. Os cientistas fizeram uma revisão de todos os estudos que tinham avaliado o uso e máscara, distanciamento social e proteção ocular como formas de evitar o contágio pelos coronavírus (não só o atual, mas também o da SARS e da MERS). Foram ao todo 44 estudos analisados, com mais de 25.000 pacientes.

A partir daí, conduziram uma análise estatística, chamada de metanálise. Eles concluíram que manter distância entre as pessoas de pelo menos um metro reduziu em mais de 80% a chance de contaminação pelo vírus. E mais ainda, que a proteção dobra a cada metro a mais. Em relação às máscaras, a redução foi de 86%, sendo consideradas as de pano ou cirúrgicas. No caso de trabalhadores da saúde, o uso de óculos também teve papel importante na diminuição do contágio. É bom reforçar que todas as intervenções reduziram, mas não eliminaram a chance de infecção.

Este estudo é atualmente a melhor evidência científica que temos, já que compila vários outros menores que abordaram a questão. E ele serve para lembrarmos que, apesar da orientação nesse momento da pandemia seja de ficar em casa, caso você tenha que sair, o melhor é que use máscara e mantenha distância de pelo menos um metro das outras pessoas, além, é claro, de lavar sempre as mãos, evitar tocar o rosto e manter a etiqueta respiratória. Só assim, poderemos, num futuro próximo abraçar com muita força quem mais amamos.

 

Referências:

Chu DK, et al. Physical distancing, face masks, and eye protection to

prevent person-to-person transmission of SARS-CoV-2 and

COVID-19: a systematic review and meta-analysis. Lancet. 2020;36(20):31142-9 https://doi.org/10.1016/S0140-6736(20)31142-9

Coronavírus

Hoje vamos falar da emergência em saúde que vivemos: a pandemia de coronavírus (SARS-Cov-2/COVID-19). Esse post tem o intuito de orientar nossos pacientes, acompanhantes, familiares e seguidores de forma objetiva e clara.

Devemos ressaltar primeiramente que a situação é de exceção e devemos, sim, tomar precauções extraordinárias, mas pânico, nunca. A Organização Mundial da Saúde, o Ministério da Saúde e Secretarias estão trabalhando constantemente para o controle da pandemia, porém, se não fizermos nossa parte, pouco adiantará.

Orientações gerais:

  1. Lavar as mãos várias vezes ao dia é primordial, seja com água e sabão ou álcool gel 70%. E lembre-se da técnica correta: veja no vídeo aqui https://www.youtube.com/watch?v=2h8vc-voPNQ.
  2. Evitar tocar as mãos no rosto, boca, nariz e olhos.
  3. Ficar em casa, caso seja possível, é o mais recomendado neste momento. Evitar contato com outras pessoas em espaços públicos é uma das maneiras mais eficazes de diminuir a disseminação.
  4. Caso tenha que sair para algo essencial (supermercado, farmácia, etc), ficar o menor tempo possível fora do domicílio e evitar contato próximo com as pessoas.
  5. Em casa, restringir visitas de pessoas que não moram com você.
  6. Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, talheres, toalhas.
  7. Evitar viagens não essenciais. O vírus não respeita fronteiras.
  8. Evitar festas ou reuniões, mesmo em casa.
  9. Limpar mais frequentemente o celular, controle remoto, corrimãos, maçanetas e outros objetos de uso rotineiro pode ajudar.
  10. Ao tossir ou espirrar, cobrir com o cotovelo, não com as mãos, ou usar um lenço e o descartar imediatamente no lixo. Lembrando sempre de lavar as mãos após.
  11. Caso você tenha sintomas gripais LEVES (tosse e /ou febre, sem falta de ar), o ideal é ficar em casa e só comparecer ao serviço de saúde em caso de piora. Sempre que possível, contatar seu médico por telefone é uma boa dica.
  12. Caso você tenha sintomas gripais COM falta de ar, compareça imediatamente ao pronto socorro.
  13. Caso você tenha tido contato próximo com alguma pessoa que esteja investigando (aguardando resultado de exame) ou tenha confirmação de coronavírus, o ideal é que você fique em casa e converse com seu médico por telefone para orientações.
  14. Caso você tenha chegado no exterior ou tido contato próximo com alguma pessoa que chegou do exterior nos últimos 14 dias, o ideal é que você fique em casa e converse com seu médico por telefone para orientações.
  15. A máscara branca está indicada para pacientes com sintomas ou pessoas que mantém contato próximo com pessoas com suspeita ou confirmação de coronavírus. E tem também jeito certo de utilizar a máscara. Veja no link https://www.globoplay.globo.com/v/8394740/.
  16. Não são todos os pacientes que devem ser testados, os critérios podem mudar ao longo dos dias e é sempre decisão médica.
  17. Não existe vacina, nem tratamento específico comprovado cientificamente contra o coronavírus. Há várias pesquisas em andamento, principalmente nos Estados Unidos e China.
  18. É importante tomar cuidado com as fake news e sempre checar a veracidade das informações

Pacientes oncológicos

  1. A princípio, NÃO há indicação de interromper tratamentos contra o câncer. O seu médico vai avaliar continuamente seu caso e, havendo necessidade, lhe informará na consulta ou por telefone.
  2. Caso você ou seu acompanhante apresente sintomas gripais (principalmente febre, tosse ou falta de ar), é recomendado NÃO comparecer à consulta e entrar em contato com seu médico por telefone para maiores orientações.
  3. Os nossos funcionários estão orientados a fazer perguntas para identificar rapidamente casos suspeitos. É para o bem de todos, inclusive o seu.
  4. A necessidade de comparecimento às consultas agendadas está sendo avaliada pelos nossos médicos diariamente e, caso o seu médico considere seguro, a sua consulta poderá ser reagendada para uma data posterior.
  5. Caso venha para uma consulta, o ideal é que apenas UMA pessoa o acompanhe.
  6. Chegar no horário agendado e sair após o término dos procedimentos na clínica ajuda a proteger a todos.

O grupo SOnHe está com um plano de contingência em constante atualização para todos seus serviços, sempre prezando por quem mais importa: nossos pacientes. Dúvidas específicas podem ser enviadas por direct (instagram) ou e-mail (rafael.luis@sonhe.med.br) e tentaremos responder o quanto antes.