O Grupo SOnHe Equipe Médica Onde Atuamos Conteúdos Contato Eventos

4 de março – Dia Mundial da Obesidade – Qual a relação da obesidade e o câncer?

Além do envelhecimento da população, o aumento na incidência de câncer provavelmente é impulsionado em parte pelo aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade. Um estudo de 2019 revelou que entre 82 fatores de risco ambientais e ocupacionais, comportamentais e metabólicos, o índice de massa corporal (IMC) alto (≥25 kg/m2) foi o terceiro principal fator de risco para morte por câncer em todo o mundo, após tabagismo e uso de álcool.

 Globalmente, a prevalência da obesidade quase triplicou desde 1975, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Afeta adultos e crianças e não apenas aqueles que vivem em países de alta renda; as taxas de obesidade aumentaram dramaticamente em países de renda média e baixa. Em crianças e adolescentes, a obesidade aumentou de 0,7 para 5,6% em meninos e de 0,9 para 7,8% em meninas em todo o mundo entre 1975 e 2016.

Recentemente, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) identificou 13 locais de câncer associados ao aumento do IMC: esôfago (adenocarcinoma); estômago (cárdia); cólon e reto; fígado; vesícula biliar; pâncreas; mama (pós-menopausa); corpo uterino; ovário; rim; meningioma; tireóide e mieloma múltiplo.

Existem vários mecanismos pelos quais a obesidade pode contribuir para o crescimento e progressão do câncer. A obesidade está associada à hiperinsulinemia sistêmica e a diferenças nos fatores de crescimento circulantes semelhantes à insulina, adipocinas, citocinas, biodisponibilidade hormonal e alterações no microbioma, todos os quais foram propostos como contribuintes para o câncer. O aumento do tecido adiposo no microambiente tumoral é uma fonte de lipídios que podem ser utilizados pelos tumores para o metabolismo e como moléculas estruturais e de sinalização. A obesidade também leva a alterações na matriz extracelular, nas células estromais adiposas e nas células imunes, criando um microambiente permissivo ao câncer. O tecido adiposo da medula óssea potencialmente contribui para cânceres hematológicos e metástases ósseas.

Apesar das fortes associações entre obesidade e câncer e da compreensão crescente dos mecanismos envolvidos, não se sabe se a perda de peso pode reduzir o risco e quais são as melhores estratégias para implementar a perda de peso sustentada. Várias intervenções de estilo de vida, que incluem componentes comportamentais, mostraram algum benefício na redução do risco de câncer. Intervenções dietéticas, como restrição calórica, jejum intermitente, jejum de curto prazo e dietas cetogênicas, estão sendo amplamente examinadas quanto aos seus efeitos sobre o câncer. Estudos pré-clínicos e clínicos de curto prazo mostram que algumas dessas estratégias são potencialmente benéficas, podem afetar os genes do ritmo circadiano e o sistema imunológico; no entanto, a sustentabilidade a longo prazo e os benefícios de tais intervenções no câncer ainda precisam ser determinados.

Intervenções farmacológicas para promover a perda de peso também são um tópico de interesse. Até o momento, o tratamento mais amplamente estudado é a metformina, embora tenha efeitos modestos na redução de peso. Em maio de 2022, foram publicados os resultados do estudo MA.32, um grande ensaio clínico prospectivo. O estudo examinou o efeito da metformina versus placebo nos resultados do câncer de mama. Apesar de uma riqueza de estudos pré-clínicos e observacionais sugerindo benefícios da metformina no câncer, o estudo foi amplamente negativo.

Novas terapias de perda de peso mais eficazes, como agonistas do receptor do peptídeo 1 semelhante ao glucagon (GLP-1) e agonistas combinados do polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP)/GLP-1, foram aprovadas para o tratamento da obesidade e do diabetes. No entanto, os indivíduos com histórico de câncer geralmente são excluídos dos ensaios clínicos com esses novos medicamentos para perda de peso; portanto, levará algum tempo para descobrir se essas terapias reduzem o risco de câncer e a mortalidade. É notável que um medicamento para perda de peso (locaserina) foi retirado do mercado dos EUA em 2020 devido ao aumento do risco de câncer, destacando a necessidade de avaliar cuidadosamente os medicamentos para perda de peso e seus efeitos no câncer.

Já a cirurgia bariátrica alcança uma perda de peso significativa e de longo prazo e parece ser eficaz na redução dos riscos de certos tipos de câncer. No estudo de coorte SPLENDID, publicado recentemente, a maior perda de peso decorrente da cirurgia bariátrica reduziu a incidência de câncer associada à obesidade. No entanto, de uma perspectiva global, o acesso à cirurgia bariátrica é limitado a uma pequena fração da população, portanto, pode não ser uma estratégia viável para reduzir significativamente os cânceres associados à obesidade em todo o mundo.

Ainda existem algumas lacunas de conhecimento e desafios no desenvolvimento de métodos para mitigar o câncer causado pela obesidade. Muitas questões epidemiológicas importantes precisam ser melhor compreendidas, incluindo se o risco genético de obesidade está associado ao risco de câncer, se a obesidade no início da vida contribui para o risco de câncer ou se o ganho de peso em fases específicas da vida aumenta o risco.

Dada a escalada da obesidade adulta e infantil em todo o mundo, espera-se que a proporção de câncer causada pelo excesso de gordura corporal aumente. Há, portanto, uma necessidade urgente de identificar maneiras eficientes no nível individual e social para abordar esse importante problema de saúde pública e melhorar os padrões de dieta e atividade física para reduzir o excesso de adiposidade e doenças associadas, incluindo o câncer.

 

Referências:

  1. Gallagher, E.J., LeRoith, D. Obesity and cancer. Cancer Metastasis Rev 41, 463–464. 2022.
  2. Larsson SC, Spyrou N, Mantzoros CS. Body fatness associations with cancer: evidence from recent epidemiological studies and future directions. 2022.

Dicas para aproveitar bem o Carnaval!

A maior parte do peso extra acumulado após feriados prolongados é retenção (água). Isso ocorre pelo aumento de carboidratos e glicogênio muscular, açúcares, aumento expressivo da densidade energética ingerida, excesso de sódio, álcool, privação de sono e alteração do ciclo circadiano pelo horário de dormir/acordar/comer.

Acompanhe abaixo algumas dicas para aproveitar a data:

 

  1. Hidratação:

– Ajuda a prevenir o inchaço, permitindo o bom funcionamento dos rins e eliminando toxinas;

– Recomendação: cerca de 30-40 mL/kg/dia;

– Se consumir bebidas alcoólicas, intercale com água, chás e sucos.

 

  1. Alimentação:

– Consuma alimentos naturais; evite ultraprocessados, temperos e molhos prontos, prefira ingredientes frescos;

– Consuma fibras; prepare lanches com frutas e legumes, procure consumir sobremesas e doces em pequenas porções;

– Evite beliscadas;

– Não pule refeições;

– Mais massa muscular em Oncologia significa menos efeitos colaterais do tratamento, menos fadiga, mais qualidade de vida e maior sobrevida. Se está fazendo tratamento oncológico, procure manter 25g de proteína por refeição; algumas sugestões: 4 ovos, 120g ricota, 120g de filé de frango, 125g peixe, 30g de whey protein);

– Carne processada aumenta risco de câncer, evite excessos, não consuma mais que 50g.

 

  1. Exposição ao sol:

– Exposição solar excessiva está associada a diversos riscos para a saúde, como câncer de pele. Por outro lado, existem benefícios substanciais no que tange a produção de vitamina D e melhora do humor;

– Use filtro solar e repasse após entrar na água;

– Evite se expor por longos períodos;

– Se está fazendo tratamento oncológico, procure saber com seu médico se pode haver risco de hiperpigmentação da pele quando exposição ao sol.

 

  1. Horas de sono:

– O sono tem um importante papel na homeostase, plasticidade cerebral, eliminação de neurotoxinas, cognição, memória, concentração, performance, regulação dos sistemas endócrino e imunológico;

– Noites de sono ruim ocasionam queda de energia, acúmulo de gordura, perda de massa muscular, alterações hormonais e estímulos inflamatórios;

– Evite comer ou beber muito pouco tempo antes de dormir.

 

  1. Intervalo da QT:

– Se sua última QT foi de 8-14 dias da data de hoje, você está no Nadir da quimio, ou seja, período no qual a imunidade pode estar mais baixa. Por isso, cuidado com aglomerações e procure usar máscara, a fim de evitar quadros virais.

Confraternizações fazem parte e devem ser encaradas normalmente e com inteligência. Fazendo isso, o peso extra vai embora dentro de alguns dias, sem sofrimento e não há grandes prejuízos à saúde.

Não confunda radicalismo com saúde, o excesso de restrições está muito distante de um estilo de vida saudável. Comer uma sobremesa com açúcar no seu restaurante preferido de vez em quando é normal. O importante é ter limite. Saber o que é suficiente e o que é excesso. Após o feriado, não adote medidas extremas como passar o dia a base de shakes “detox”. Volte a rotina alimentar, exercícios e bons hábitos. Cuide-se!

 

  1. Yeung,S.S.Y.;Kwan,M.; Woo, J. Healthy Diet for Healthy Aging. Nutrients 2021, 13, 4310. https://doi.org/10.3390/nu13124310
  2. Lindqvist PG. On the Relationship Between Sun Exposure and All-Cause Mortality. Adv Exp Med Biol. 2020;1268:115-122. doi: 10.1007/978-3-030-46227-7_5. PMID: 32918215.
  3. Iranzo A. An Overview on Sleep Medicine. Adv Exp Med Biol. 2022;1384:3-15. doi: 10.1007/978-3-031-06413-5_1. PMID: 36217075.

 

Jornalista Glória Maria tinha câncer de pulmão. O que devemos saber sobre esta doença

Nesta quinta-feira, 2 de fevereiro, a jornalista e apresentadora Glória Maria faleceu devido à um câncer de pulmão recidivado em sistema nervoso central (SNC), uma progressão da doença no cérebro.

O câncer de pulmão é bastante frequente no Brasil, com cerca de 32 mil novos casos para cada ano do triênio de 2023-2025. A mortalidade é alta, com quase 28 mil óbitos registrados em 2020.

Existem diferentes tipos histológicos de câncer de pulmão, com diferentes características morfológicas, moleculares e etiológicas. O tratamento é personalizado em função dessas características e, a depender de quão avançado estiver o tumor, define-se o tratamento mais indicado.

Cirurgia, quimioterapia e radioterapia foram os pilares do tratamento por muitos anos. Nas últimas décadas, a terapia-alvo e a imunoterapia ganharam destaque e mudaram a história natural da doença.

O comunicado da Globo informa que a jornalista passou por tratamento inicial com imunoterapia em 2019, promovendo uma ativação do sistema imune para combater o tumor, que ficou controlado por um tempo.

No momento que é evidenciado acometimento em SNC, avalia-se o volume de doença, tamanho e número das lesões, localização, condição clínica do paciente, a fim de definir a melhor estratégia. Glória Maria passou por cirurgia para ressecção das metástases cerebrais mas em 2022 novas lesões cerebrais surgiram a despeito do tratamento.

Em geral, pacientes com câncer de pulmão e doença cerebral metastática apresentam pior prognóstico. O manejo vai desde tratamentos localizados com cirurgia, radioterapia convencional e radiocirurgia, até combinações com tratamentos sistêmicos como quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia.

Apesar dos avanços, ainda há muito o que compreender em relação a terapias mais eficazes. É importante ter em vista a importância de medidas de prevenção como cessação do tabagismo, responsável por cerca de 85% dos casos diagnosticados. E a questão de dificuldade de acesso, problema que deve ser debatido, visando maior democratização de tratamentos que aumentam a expectativa e qualidade de vida dos pacientes.

 

 

Aumento na incidência de câncer na população com menos de 50 anos

O câncer é uma doença multifatorial que mais comumente afeta pessoas ≥50 anos de idade. No entanto, a incidência de cânceres de vários órgãos (incluindo os da mama, colorretal, endométrio, esôfago, ducto biliar extra-hepático, vesícula biliar, cabeça e pescoço, rim, fígado, mieloma múltiplo, pâncreas, próstata, estômago e tireoide) têm aumentado em adultos <50 anos de idade em muitas partes do mundo. O termo “início precoce” é usado para descrever cânceres diagnosticados em adultos entre 20 – 50 anos de idade e “início tardio” para cânceres diagnosticados naqueles ≥50 anos de idade.

Diferenças na epidemiologia e nas características clínicas, patológicas e moleculares existem claramente entre cânceres de início precoce e de início tardio. Além disso, o câncer de início precoce não é uma entidade homogênea, abrange uma gama variável de condições clínicas e patológicas.

Em uma revisão publicada na Nature, em outubro de 2022, foram avaliadas e resumidas as evidências sobre as características pertinentes e possíveis perfis de fatores de risco de formas precoces de tipos de câncer com um aumento na incidência relatado nas últimas décadas. Aprofundando investigações de fatores de risco e características moleculares do tumor em vários tipos de cânceres de início precoce, poderíamos lançar luz sobre etiologias comuns plausíveis.

O conhecimento aprimorado da patogênese pode ajudar na formulação de estratégias para prevenção primária, detecção precoce e tratamento. Também foram discutidas estratégias para abordar as lacunas de pesquisas e promover esforços de prevenção, que têm implicações mais amplas para a saúde pública. O aumento do câncer de início precoce tem repercussões pessoais, sociais e econômicas consideráveis. É fato, por exemplo, que sobreviventes de cânceres de início precoce têm um risco maior a longo prazo de ter problemas de saúde como infertilidade, doenças cardiovasculares e cânceres secundários.

Uma fronteira de pesquisa que provavelmente fornecerá novos insights etiológicos é o estudo do microbioma intestinal. Evidências reforçam que este pode ser um contribuinte notável para o desenvolvimento tumoral. O microbioma do início da vida é conhecido por influenciar o desenvolvimento do sistema imunológico. Entre os 14 tipos de câncer de início precoce com incidência crescente, 8 (colorretal, esôfago, ducto biliar extra-hepático, vesícula biliar, cabeça e pescoço, fígado, pâncreas e estômago) se relacionam com o sistema digestivo, indicando potencial importância patogênica da mucosa oral e intestinal.

A revisão em questão discute, também, a existência de diferenças nas características clínicas e tumorais entre pacientes com certas formas de câncer de início precoce e de início tardio, incluindo câncer de mama, endométrio, pâncreas, próstata e estômago. Estes achados sugerem que os cânceres de início precoce e tardio podem ter mecanismos de carcinogênese um pouco diferentes. Análises de tecidos tumorais de patologia molecular, genômica, multiômica e/ou características imunológicas podem fornecer informações sobre a patologia e explicar as ligações entre exposições e assinaturas moleculares específicas. A integração de análises de tecidos tumorais (com achados patológicos moleculares) em estudos epidemiológicos, deve ser considerada quando viável.

Vários passos importantes precisam ser dados ao tentar resolver os problemas atuais associados ao início precoce do câncer. Em função da crescente incidência de vários tipos de câncer de início precoce, precisamos aumentar a consciência dessa tendência e reavaliar as diretrizes atuais de rastreamento e/ou desenvolver abordagens de rastreamento para câncer de início precoce, embora pesquisas mais amplas sejam necessárias nesta área.

 

Referência:

Ugai T, et al. Is early-onset cancer an emerging global epidemic? Current evidence and future implications. Nature. 2022.

Importância da atividade física como prevenção do câncer

Atividade física é qualquer movimentação do dia a dia que resulte em estímulo dos músculos e gasto energético, como andar, correr ou subir escadas. Já exercícios físicos são práticas programadas, com sequência de movimentos que buscam um objetivo concreto, seja ligado à saúde ou à estética (ou aos dois). Ou seja, todo exercício é uma atividade física, mas nem toda atividade física é um exercício. “Ser fisicamente ativo pode adicionar anos à vida e vida aos anos”, disse Tedros Adhanom, diretor geral da OMS.

Em 2020, a OMS atualizou suas diretrizes sobre atividade física. Baseada em evidências científicas dos últimos anos, orienta que adultos (18 a 65 anos) façam semanalmente atividade física aeróbica de intensidade moderada de 150 a 300 minutos ou de 75 a 150 minutos de atividade física aeróbica intensa, quando não houver contraindicação.

O guia atual reforça que o comportamento sedentário pode afetar negativamente a saúde. A ideia é quebrar longos períodos de inatividade. As dicas vão desde falar no celular andando até trocar a escada rolante pela normal. Todo movimento conta e quanto mais, melhor.

Para benefícios adicionais, o indivíduo pode aumentar o tempo e fazer atividades que envolvam todos os principais grupos musculares em intensidade moderada ou alta, pelo menos dois dias da semana. O manual contempla recomendações específicas a indivíduos com doenças crônicas, como o câncer. Estes, devem começar fazendo pequenas quantidades e aumentar gradualmente a frequência, intensidade e duração.

Os idosos (acima de 65 anos), devem ser tão ativos fisicamente quanto sua capacidade funcional permitir. Devem realizar atividades que enfatizem equilíbrio e treinamento de força em três ou mais dias da semana, aumentando a capacidade funcional e prevenindo quedas.

 

Relação entre atividade física e câncer

Desde 1990, aumentaram as pesquisas que avaliam a associação entre atividade física e câncer. As evidências sugerem que a atividade física pode reduzir o risco de desenvolver alguns cânceres, além de auxiliar os sobreviventes do câncer a se recuperarem dos tratamentos, estender a sobrevida e reduzir o risco de recidiva ou surgimento de novo tumor primário.

A prática de atividade física para sobreviventes do câncer é segura, inclusive quando praticada durante o tratamento oncológico (quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal ou outros). Devem ser consideradas as particularidades de cada tipo de câncer, contraindicações e possíveis efeitos adversos causados pelo tratamento ao recomendar a prática.

O relatório do Comitê Consultivo para as diretrizes estadunidenses de atividade física (PAGAC, 2018), classificou como forte a evidência de proteção da atividade física em relação aos seguintes cânceres: bexiga, mama, cólon, endométrio, esôfago, estômago e rim. Vale destacar que a atividade física é eficaz para diminuir a adiposidade corporal, sendo que o sobrepeso e a obesidade estão associados a, pelo menos, uma dezena de tipos de câncer.

Mesmo que não se atinja o tempo recomendado, a prática regular reduz o risco de desenvolver câncer e a mortalidade por câncer, além de trazer outros benefícios para a saúde, como a diminuição da mortalidade por todas as causas, mortalidade por doenças cardiovasculares, incidência de hipertensão, incidência do diabetes tipo 2, melhora a saúde mental (redução dos sintomas de ansiedade e depressão), a saúde cognitiva e o sono.

Devem ser consideradas preferências, disponibilidade de tempo e local apropriado para a prática. As possibilidades são muitas, desde aquelas que fazemos no dia a dia, como caminhar, andar de bicicleta, dançar, passear com o animal de estimação e praticar esportes recreativamente, até aquelas mais sistematizadas, como musculação.

Nesse sentido, a prática de atividade física deve ser estimulada como um hábito, ou seja, deve ser incorporada na rotina das pessoas. É fundamental na prevenção e controle do câncer, assim como para a saúde de uma forma geral. MOVIMENTE-SE. Descubra a atividade com a qual mais se identifica e procure orientação sempre que optar por atividades físicas intensas.

 

Referências:

– Diretrizes da OMS para atividade física e comportamento sedentário, 2020.

– Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Promoção da Saúde. Guia de Atividade Física para a População Brasileira [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2021.

– ROCK, C. L. American Cancer Society guideline for diet and physical activity for cancer prevention. CA: A Cancer Journal for Clinicians, 2020.

– THE LANCET. Editorial. A sporting chance: physical activity as part of everyday life. v. 398, n. 10298, p. 365, 2021.

– Relatório do Comitê Consultivo para as Diretrizes Estadunidenses de Atividade Física (PAGAC, 2018).